Sobre a reestreia dos titulares do Flamengo e a maneira como o time vem se organizando

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Blog do Téo | Téo Benjamin

Quando o jogo do Flamengo flui, o time fica muito forte.

O foco sempre será — ainda mais em um jogo como da última rodada, contra o Bangu — em cima do lado ofensivo, mas a fluidez é conquistada pela coerência entre as ideias defensivas e ofensivas. Afinal, o futebol é um jogo encadeado e a forma como você defende determina a forma como você ataca.

Quando encaixa, o Flamengo transforma esse ciclo natural do jogo de futebol em um ciclo de pressão. O jogo passa a ter uma seta, sempre apontando do campo do Fla para o campo do adversário.

E a agressividade da linha defensiva tem papel fundamental para garantir esse ciclo.

Não dá para atacar com tanta gente, ter “quatro camisas 10” e sufocar os adversários continuamente se isso tudo não for sustentado por um sistema defensivo que jogue no mesmo ritmo.

Nos seis duelos defensivos dos zagueiros no campo de ataque, o Fla recuperou a posse em quatro, houve uma falta e só uma vez o Bangu conseguiu sair. Foi uma jogada que gerou finalização, inclusive, e obviamente é aí que mora o perigo.

Mas, para além dos zagueiros saindo para pressionar lá na frente, essa imagem mostra como a defesa sustentou constantemente a mesma altura enquanto o Bangu conseguia atacar. Não há coincidência aí. É treino!

Alguns dos problemas defensivos que o Flamengo teve em 2020, inclusive, aconteciam quando a defesa corria para trás e se desconectava do meio-campo. O gol de Vina que abriu o placar no Maracanã mostra bem isso.

Essa é uma questão que Ceni terá que encarar em 2021. Contra o Bangu, foi só o começo, mas a defesa já sustentou sua altura de forma muito mais interessante — e é legal ver como outros jogadores voltam para compor a linha de quatro quando um zagueiro sai.

“Ah, mas era o Bangu!” Sim, era o Bangu! Não dá para sair desse jogo achando que o time está pronto e é o melhor do mundo. A fragilidade do adversário não permite essa conclusão.

Mas também não dá para ignorar todo e qualquer padrão. Seria um erro igual: não entender o contexto.

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