As 10 maiores decepções do Flamengo na última década

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Na década passada, o Flamengo trouxe muitos momentos marcantes para todos os rubro-negros. O MRN selecionou as decepções dos anos 2010

MRN Informação | Paulo Oliveira – Twitter: @oliveira_paulo1

A maioria dos rubro-negros irá levar como lembrança da década o ano mágico de 2019. Afinal, não é sempre que se conquista a Libertadores e o Campeonato Brasileiro no mesmo final de semana, não é?

Mas, infelizmente, a década não foi formada apenas por boas lembranças, por isso, a equipe do Mundo Rubro Negro separou as dez maiores decepções de 2011 à 2020.

A passagem de Ronaldinho Gaúcho

Divulgação / Flamengo

Após o tenebroso ano de 2010, o Flamengo inicia o ano seguinte com as esperanças renovadas. Foi feita uma reformulação no elenco e a principal surpresa ficou por conta da contratação do craque internacional Ronaldinho Gaúcho.

Depois de uma longa novela que envolveu também Grêmio e Palmeiras, o craque decidiu trocar o Milan pelo Mais Querido. No dia de sua apresentação, cerca de 20 mil pessoas lotaram o campo da Gávea e foram ao delírio ao ouvir o gauchinho dizer “Agora eu sou Mengão”.

No inicio, tudo ótimo, o Flamengo foi campeão carioca e Ronaldinho caiu nas graças da torcida ao comandar o time chamado de “Bonde do Mengão sem freio”. O Rubro-Negro chegou cercado de confiança e expectativa para a disputa do Campeonato Brasileiro.

No torneio nacional o time viveu altos e baixos. Chegou a liderar por algumas rodadas mas não conseguiu manter a regularidade. O ponto alto de Ronaldinho foi o jogo contra o Santos na Vila Belmiro, que marcou o encontro do Gaúcho com o ainda jovem Neymar Jr. O camisa 10 do Flamengo comandou a vitória do time por 5 a 4 em um jogo que para muitos foi o melhor da história do Brasileirão.

Em maio de 2012, após vários atos de indisciplina e desentendimentos com a diretoria, Ronaldinho entrou na justiça cobrando uma dívida de 40 milhões do clube, encerrando de maneira confusa sua passagem pelo Flamengo.

Pelo desempenho abaixo do esperado e pela forma que deixou o clube, a passagem de Ronaldinho Gaúcho pode ser sim considerada uma das maiores decepções da década.

Veja mais: Há 10 anos, o Grêmio instalava (e retirava) caixas de som no Olímpico para receber R10. O fim dessa história você já conhece

A passagem de Carlos Eduardo pelo Flamengo

Divulgação / Flamengo

Carlos Eduardo chegou ao Flamengo em 2013, época de “vacas magras”. O clube passava por uma total reformulação financeira e adotava cautela na hora de investir em contratações. Cadu chegou para ser o camisa 10 e solução para o meio de campo rubro-negro, que carecia de jogadores com características de criação.

O jogador que veio cercado de expectativas rapidamente mostrou que não iria corresponder a elas. Carlos Eduardo não conseguia exercer o seu papel de criação e nem ajudar o time na recomposição. Logo ganhou a fama de “sem vontade” por parte da torcida. Posteriormente perdeu o posto de camisa 10 da Gávea e passou a atuar com a camisa de número 20.

O único momento bom de Carlos Eduardo com a camisa do Flamengo foi o gol que o meia marcou contra o Cruzeiro, no mata-mata da Copa do Brasil, na derrota por 2 a 1. O gol foi muito importante para a classificação no Maracanã. A vitória por 1 a 0 deu a vaga ao Mais Querido que, ao fim da competição, foi coroado campeão.

No dia 14 de maio de 2014, Carlos Eduardo rescindiu seu contrato com o Flamengo e não deixou saudades. O jogador sempre volta a ser assunto entre a torcida pela sua frase “Daqui a alguns anos ninguém mais vai querer jogar lá”.

Adryan, o “novo Zico” do Flamengo

Adryan Flamengo
Gilvan de Souza / Flamengo

Adryan era considerado uma das maiores promessas das categorias de base do Flamengo. Com apenas 16 anos, o jogador já tinha estreado pelo profissional e colecionava convocações para a seleções de base. Além de títulos no juvenil, sendo a Copa São Paulo de Futebol Júnior como o maior deles.

No início, o meia se tornou xodó da torcida e era uma espécie de amuleto no elenco. O jogador foi comparado a Zico pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport e foi eleito pelo jornal inglês Daily Mirror como uma das joias que deveriam jogar no país.

Com o passar do tempo, Adryan foi perdendo espaço no elenco e começou a ser cobrado pela torcida. O jovem chegou a ser emprestado para clubes do exterior com Nantes e Leeds, mas não se destacou.

Em 2016, o atleta voltou ao Flamengo com a promessa de estar mais preparado. Porém, não aproveitou as oportunidades e acabou sendo negociado em definitivo com o Sion, da Suiça. Atualmente, o jogador está emprestado ao Avaí, que disputa a série B do Campeonato Brasileiro.

A passagem de Paolo Guerrero pelo Flamengo

Gilvan de Souza / Flamengo

Paolo Guerrero chegou ao Flamengo com status de craque. Após grande passagem pelo Corinthians, o peruano veio como a grande contratação de uma “nova era” rubro-negra. Tinha chegado a hora da reformulação financeira refletir em resultados no campo.

Logo caiu nas graças da torcida com o hit “Acabou o câo, o Guerrero chegou!”. Porém, do começo até o fim de sua trajetória no Mais Querido, Paolo não conseguiu corresponder a expectativa de ser um goleador. Apesar de fazer um bom pivô e ajudar a equipe na construção de jogadas, o centroavante não tinha o “faro de artilheiro” e foi perdendo a confiança de parte dos torcedores.

No final de 2017 se envolveu em uma polêmica suspensão por doping. O jogador ficou grande parte de 2018 sem poder atuar pelo Flamengo. Quando retornou não conseguiu manter a regularidade e começou a ser muito cobrado pelos torcedores.

Ao final do seu contrato, Guerrero resolveu não renovar com o Flamengo. E no dia 8 de agosto de 2018 acertou com o Internacional.

Apesar de ter tido boas atuações, Guerrero conquistou apenas um título com a camisa do Flamengo, o Carioca de 2017. Pelo Rubro-Negro, o peruano atuou em 112 jogos e marcou 43 gols, número igualado por Gabriel Barbosa em apenas uma temporada.

A Libertadores de 2017

Gilvan de Souza / Flamengo

A Libertadores de 2017, além de ser uma decepção, talvez seja uma das mais traumáticas para os rubro-negros. O Flamengo vinha embalado após o vice-campeonato no Brasileirão de 2016 e muitos acreditavam que esse seria o ano para conquistar grandes títulos.

O elenco contava com Diego Ribas e Paolo Guerrero como referências técnicas e tinha algumas novidades em relação a 2016, como o lateral Trauco e o volante Rômulo.

No primeiro jogo, tudo parecia dar certo, 4 a 0 pra cima do San Lorenzo com atuação de gala de Diego e Cia. Na sequência, o Flamengo enfrentou algumas dificuldades nos jogos fora de casa. Os 100% de aproveitamento no Maracanã deram ao Mais Querido a vantagem de poder empatar o último jogo, contra o mesmo time argentino, que já havia goleado na primeira rodada.

Na partida decisiva, logo aos 14 minutos, o Flamengo abriu o placar com um gol de Rodinei, que acertou um lindo chute de fora da área. Tudo parecia encaminhado até que, aos 30 do segundo tempo, o time argentino empata e desestabiliza os jogadores do Flamengo por completo. Já nos acréscimos, aos 47 minutos, o San Lorenzo consegue a virada e o clube carioca dá adeus a competição continental.

Uma noite trágica e difícil de ser esquecida por qualquer flamenguista.

A Copa Sul-Americana de 2017

Gilvan de Souza / Flamengo

Após ser eliminado da Libertadores, o Flamengo foi jogar a Sul-Americana. Apesar de ser um torneio menos importante, a “Sula” tinha o seu valor. Afinal, era um titulo continental de qualquer forma e a conquista daria moral ao elenco.

O Flamengo chegou avassalador ao torneio e despachou o Palestino com um placar agregado de 10 a 2. Nas quartas de final, enfrentou o Fluminense. Após vencer o primeiro duelo por 1 a 0, empatou o segundo por 3 a 3 em um jogo memorável na história dos Fla-Flus.

Na semifinal, o Rubro-Negro enfrentou e venceu o Junior Barranquilla com placares de 2 a 1 no Maracanã, com direito a golaço de Felipe Vizeu, depois 2 a 0 em Barranquilla, com atuação memorável do goleiro César. O time comandado por Reinaldo Rueda foi embalado para a final do torneio.

Na decisão, o Flamengo teve pela frente o “Rei de Copas” Independiente. No primeiro jogo, na Argentina, derrota por 2 a 1. Sendo assim, o Rubro-Negro só precisava de uma vitória simples por 1 a 0 no Maracanã para levar o caneco.

Porém, no dia da grande final o que se viu foi um time apático e sem repertório. Apesar de sair na frente, o Mais Querido cedeu o empate ainda no primeiro tempo e viu o sonho do título dar adeus em pleno Maracanã lotado.

A Copa do Brasil de 2017

Gilvan de Souza / Flamengo

O ano de 2017, definitivamente, não foi bom para nós rubro-negros. Após ver o Corinthians disparar em pontos no Campeonato Brasileiro, o Rubro-Negro tinha nas copas a esperança de levar algum caneco pra casa. Na Libertadores, fracasso. Na Sul-Americana, um amargo vice-campeonato. E na Copa do Brasil?

Na competição, o Flamengo despachou o Atlético-GO nas oitavas de final, Santos nas quartas e eliminou o Botafogo nas semifinais. Este duelo ficou marcado pelo lindo drible de Berrío em Victor Luís, que antecedeu o gol da classificação rubro-negra, marcado por Diego.

Na decisão, o Rubro-Negro tinha pela frente o Cruzeiro. O primeiro jogo no Maracanã terminou empatado em 1 a 1. O Flamengo saiu na frente porém sofreu o empate após falha do goleiro Thiago, que soltou uma bola fácil nos pés do uruguaio De Arrascaeta, que à época atuava pelo time mineiro.

No segundo jogo, apesar de ser melhor na partida, o Flamengo não conseguiu marcar no tempo normal e terminou empatado com o Cruzeiro em 0 a 0. Na disputa de pênaltis, o Rubro-Negro vivenciou mais um fracasso no ano, Diego Ribas não converteu sua cobrança e o goleiro Alex Muralha não conseguiu defender nenhum pênalti. Cruzeiro campeão e mais uma decepção na conta de 2017.

A Libertadores de 2018

Flamengo Libertadores
Gilvan de Souza / Flamengo

O ano de 2018, assim como o de 2017, não foi dos melhores para os torcedores do Flamengo. Mais um ano em que os apaixonados pelo clube carioca descarregavam suas esperanças na Copa Libertadores, o grande sonho de qualquer rubro-negro.

Na fase de grupos, tudo parecia correr bem, classificação antecipada e tranquila. O primeiro fantasma havia sido superado. Nas oitavas de final, um velho conhecido, o Cruzeiro, que a menos de um ano havia vencido o Flamengo na final da Copa do Brasil. Era a hora da revanche?

No primeiro jogo, um verdadeiro balde de água fria em pleno Maracanã lotado: o Cruzeiro vence o Flamengo por 2 a 0 e afasta novamente o sonho Rubro-Negro de conquistar a América.

A vitória por 1 a 0 no jogo de volta não foi o suficiente para reverter o placar. E o Flamengo, novamente, deu adeus a competição continental de forma traumática.

A contratação de Vitinho

Divulgação / Flamengo

Vitinho chegou ao Flamengo em julho de 2018 para ser o substituto de Vinícius Júnior, que estava de saída para o Real Madrid. Cercado de expectativas e confiança por parte do torcedor, Vitinho parecia estar pronto para viver o seu ‘sonho de moleque’

Logo nas primeiras partidas, o torcedor percebeu uma coisa importante: Vitinho não tinha as mesmas características de Vini Jr. Apesar de jogarem na mesma posição, os estilos de jogo dos dois jogadores eram diferentes e isso já quebrou parte da expectativa da torcida sobre o atacante.

Além das características distintas às de Vinicius Júnior, outro ponto que incomodou e incomoda até hoje o torcedor do Flamengo é a “falta de vontade” de Vitinho em campo. Muitas vezes, o camisa 11 parece estar em uma sintonia diferente dos demais e não consegue acompanhar o ritmo das partidas.

Vitinho fez alguns bons jogos pelo Flamengo, mas nada que chegasse perto da expectativa criada em torno de sua contratação. À época, a mais cara da história do Mais Querido.

Mais recentemente, Vitinho foi apontado pela torcida como um dos culpados pela eliminação do Flamengo na Libertadores de 2020. O atacante teve a chance de abrir o placar em um lance cara a cara com o goleiro, mas chutou fora do gol.

O ano de 2020

erros defensivos do flamengo
Alexandre Vidal / Flamengo

O ano de 2020 não poderia ficar de fora da lista. O ano que sucedeu a ‘Glória Eterna’ de 2019 era aguardado por todos os rubro-negros como o início de uma possível hegemonia no futebol brasileiro.

As coisas começaram bem com a conquista da SuperCopa do Brasil e da Recopa-Sul Americana, o time estava melhor do que nunca até vir o primeiro golpe: a pandemia da Covid-19. A situação que estamos vivendo até hoje e que ocasionou na paralisação do futebol, influenciou diretamente no planejamento de futebol do clube, além de impactar também no planejamento financeiro.

Na volta do futebol, agora sem torcida, o Flamengo sofreu o segundo grande golpe: A saída de Jorge Jesus. O português, que havia recém renovado seu contrato, não resistiu à proposta do Benfica e resolveu voltar a sua terra natal. Sendo assim, o Rubro-Negro perdeu seu comandante.

O clube carioca depositou sua confiança no catalão Domènec Torrent. Porém, a falta de experiência aliada ao desentendimento do futebol brasileiro, atrapalharam o treinador em sua trajetória comandando O Mais Querido. Apesar de um bom aproveitamento, Dome ficou marcado pelas goleadas sofridas para o Independiente del Valle, São Paulo e Atlético-MG

Após a saída de Dome, o Flamengo voltou a apostar no mercado nacional e Rogério Ceni foi o escolhido da vez. Em pouco tempo, Ceni enfrentou duas decisões: as quartas de final da Copa do Brasil e as oitavas da Libertadores. Na competição nacional, o Flamengo foi derrotado duas vezes pelo São Paulo e deu adeus ao torneio. Na continental, dois empates contra o Racing e eliminação sofrida nos pênaltis.

No Campeonato Brasileiro, o Flamengo era franco favorito por ter um elenco robusto e de qualidade. Porém, o que vimos foi um time sem garra e muitas vezes conformado com o resultado ruim. Mesmo com os títulos no começo, o ano de 2020 pode ser considerado uma grande decepção pela expectativa criada em torno e pelo resultado nada satisfatório.

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