Fla vingador e um time de volta aos trilhos

Independiente del Valle confirma que o último jogo foi apenas um acidente de percurso e firma-se como um novo freguês


Poucas coisas me deixam tão feliz quanto uma vitória do Flamengo. Dito isso, não poderia estar me sentindo melhor ao sentar para escrever esta crônica. Os dias que antecederam a partida contra o Independiente del Valle tiveram Lincoln como personagem principal, não necessariamente por ele que segue trabalhando e se esforçando, porém, aparentemente é decreto na atual diretoria VP de qualquer coisa falar algo pra tumultuar o já naturalmente tumultuado ambiente rubro-negro. Não sei nos outros, mas em mim o único efeito que isso causou foi torcer ainda mais por nossa cria fazer uma boa partida, e fez.

Dias de luta, dias de glória (2013-2020)

Em relação à última partida, tivemos a volta de Gabigol, a troca de meninos na direita e Noga no lugar de Otávio. Tivemos também no banco parte da galera que andou corongada nos últimos dias. O jogo começa aberto e minha impressão inicial é a de que algumas informações passaram batido pelo time equatoriano.

1. Não estávamos mais na altitude. Ficar chutando a torto e a direito pra onde o nariz aponta não iria surtir o mesmo efeito do último jogo.
2. Neneca. Nada contra César, também da base e como tal tenho natural tendência em defende-lo, porém Neneca é igualmente cria do ninho e em apenas dois jogos já mostrou a que veio. Goleiraço.

Mas vamos aos gols, e foram alguns. O primeiro deles não poderia ter comemorado mais: foi dele… Lincoln! Depois de passar a semana ouvindo abobrinhas de todos os lados, deu a melhor resposta possível fazendo gol. Depois de um bom passe de Matheuzinho, nosso Alexander-Arnold da Gávea, Lincoln bateu no canto e guardou. Merecia demais, foi bem no jogo anterior e repetiu a boa atuação nesta quarta.

A expectativa por mais gols era grande, e em menos de cinco minutos se concretizou. Pedro, após Gabigol deixá-lo na boa para marcar. É chover no molhado dizer o quão bom nosso camisa 21. E cada vez mais se firma no time. Destaque também pra Arrascaeta que novamente dominou o meio-de-campo como um 10 clássico faz. A faixa de capitão é um toque especial no visual do nosso maestro.

O 1º tempo ia passando e ficou claro que os 5×0 do último encontro foi apenas um acidente de percurso no nosso caminho para o tri da Liberta, nada que tivesse tirado o time do eixo. Acidentes de percurso acontecem mas o importante era ganhar e assim fizemos. Único destaque negativo foi a saída de Gabigol com o tornozelo baleado depois de um castigo dado pelo gramado do Maracanã. É impressionante o quão ruim segue o gramado mesmo após a sua troca, aparentemente feita para Inglês ver.

Conselho de Notáveis

O 2º tempo segue na mesma toada do primeiro e com expectativa de fazer mais três gols e devolver a sacolada nos caras. Se nos últimos jogos era comum sofrer gol no início da metade final, dessa vez foi ao contrário. Bruno Henrique, atual craque da América – não esqueçamos -, depois de alguns jogos de jejum, voltou a marcar pegando rebote do Arrasca após cruzamento perfeito do garoto Ramon. Precisava desse gol, talvez fosse o que estava com mais dificuldade de voltar ao futebol praticado em alto nível na temporada passada. Voltou hoje e ainda fez mais um, o quarto, pra garantir a vitória. Fiquei na expectativa do quinto gol mas fica pra próxima. Vitória e classificação pra próxima fase. Mais confiante impossível pelo Tri da Liberta.

Na entrevista pós jogo BH, que não é exatamente o rei da oratória, mas é sempre muito sincero, resumiu bem a importância da vitória e ainda deu uma moral pro Lincoln. Aspas para nosso atacante: “Lincoln, um cara que não joga tanto, fica no banco, trabalha, não reclama. Jogou pra caralho”. É isso. Até a próxima resenha.

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