Bruno Henrique reconhece falhas e diz o que tem prejudicado o desempenho do Flamengo

Denise Neves
Futebol e política se misturam sim. @eudeniseneves

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Durante coletiva de imprensa, Bruno Henrique analisou a derrota para o Fluminense e destacou a falta que a torcida faz para o time dentro de campo

Nesta sexta-feira, 8, Bruno Henrique concedeu entrevista coletiva diretamente do Ninho do Urubu. Na ocasião, o atacante falou sobre as comparações ao trabalho de Rogério Ceni e Jorge Jesus, sobre a derrota na última quarta-feira, 6, para o Fluminense e reforçou a falta que a torcida rubro-negra faz aos estádios como reflexo da má fase do time dentro de campo nos últimos jogos.

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Em coletiva de imprensa realizada após a derrota no Fla x Flu na última quarta-feira, 6, Rogério Ceni afirmou ser “normal” a queda de intensidade de um time no segundo tempo. Ao ser questionado sobre o que achava da declaração do treinador, Bruno Henrique concordou com Ceni e disse ainda que desde quando Jorge Jesus saiu do comando do time, o elenco não treinava com tanta intensidade como agora.

“A intensidade do Rogério é a mesma da do Jorge Jesus. Desde quando o mister saiu, nós não tínhamos treinamento e jogo em alta intensidade da forma que a gente vem treinando com o Rogério. Então, como ele disse, é normal e acontece às vezes de no segundo tempo cair um pouco de rendimento, mas o nível de intensidade e entrega da gente no dia a dia de treino, no jogo, está sendo 100%, então não vejo que esteja faltando intensidade nos treinos do Rogério”, disse.

Ainda sobre o último jogo, o atleta foi questionado sobre a declaração de Arrascaeta, que após a partida, afirmou que “tem hora que o time não merece ser campeão”. Ao falar sobre, o jogador contou do impacto entre os jogadores com o resultado e aproveitou para pedir desculpas à nação pela derrota: “A gente fica triste e envergonhado pelo resultado. A gente não queria perder, e a cobrança dos jogadores existe. A direção da mesma forma, sempre cobrando a gente e o Rogério também.

A gente sabe que acabou escapando uma vitória das nossas mãos. A cobrança é existente todos os dias, não é só porque a gente perdeu. A gente se cobra e quer melhorar também quando ganha, tem erros que a gente se cobra também para poder melhorar a cada jogo. Então, peço desculpas pelo jogo, pelo resultado, mas a cobrança sempre existe.”

Bruno Henrique reconheceu que ainda não está no seu melhor nível, mas se comprometeu a seguir trabalhando para voltar a trazer alegrias aos rubro-negros. “O impacto é de tristeza. O São Paulo estava perdendo e a gente ganhando, e no final do jogo acabou acontecendo uma virada e a gente não conseguiu os três pontos que a gente queria.

Eu quero fazer gol todos os jogos, independentemente de clássico ou não, e eu não consegui fazer nesse jogo, então eu vou continuar trabalhando para poder melhorar a cada dia. Sei que estou um pouco abaixo ainda, mas o que não falta para mim e nunca vai faltar é o empenho e a garra que eu sempre tive. Então vou continuar trabalhando para poder ajudar sempre o Flamengo”, completou.

Ausência da torcida

O atacante disse ainda que a falta de público nos estádios foi a maior perda do Flamengo durante a pandemia, o que tem prejudicado os atletas a manterem o nível do futebol de 2019. “No meu ponto de vista, o que a gente perdeu e muito foi a torcida. Todo jogo a gente jogava com 70 mil pessoas nos apoiando, e hoje qualquer time que venha jogar contra o Flamengo não tem aquela pressão do torcedor que nos empurrava e dava energia para a gente”, afirmou.

No domingo, 10, o Flamengo enfrenta o Ceará no Maracanã. Ao falar sobre o que espera para o próximo jogo, Bruno Henrique diz acreditar que o Vozão deve usar as mesmas estratégias adotadas pelo Fluminense em campo. “Se a gente quer ser campeão, a gente tem que vencer. Não tem outro resultado sem ser vencer. E a equipe do Ceará com certeza vai vir da mesma forma que o Fluminense veio. É até bizarro falar isso, mas o Fluminense batendo falta do meio de campo e jogando por bola parada e não conseguiu levar perigo para a gente, e ainda conseguiu virar o jogo… Então o Ceará vai vir da mesma forma.

Cabe a gente ter uma postura diferente e jogar lá na frente, nós, atacantes, nas oportunidades que aparecer fazer o gol, e estar bem junto e compacto sempre, como a gente fez no ano de 2019. Todos corriam para trás e para frente, assim a gente consegue dificultar a entrada dos times nos contra-ataques”, analisou.

O jogador voltou a falar sobre a falta dos rubro-negros nos estádios, que tem sido uma vantagem para os times visitantes. “A gente perdeu o nosso 12º jogador, que é a torcida. Nos momentos que a gente mais precisou de um incentivo e de um apoio, a gente não conseguiu vencer os jogos, que eram nas decisões, e tenho certeza que se a gente tivesse com os nossos torcedores nos estádios nos apoiando, a gente conseguiria.

Não tendo torcida em campo, qualquer time que venha jogar contra o Flamengo hoje vem solto, sem pressão nenhuma, eles vêm até melhor do que jogar com outros clubes, conseguem fazer coisas que a gente sabe que em outros jogos eles não fazem o que fazem contra o Flamengo”, afirmou.

Menos tropeços e mais acertos

Além sobre a falta da torcida, Bruno Henrique justificou ainda que a vontade do elenco em “vencer de qualquer forma” tem gerado em tropeços para alcançar resultados positivos nos últimos jogos. “A gente quer vencer tanto que acaba quebrando um pouco a forma do que é planejado. Querendo vencer de qualquer forma, a gente acaba deixando a vitória escapar porque estamos abertos com o time mais para frente do que para trás e acaba acontecendo esses contra-ataques que nos surpreende durante os jogos”, disse.

Ao final da coletiva, o atacante voltou a falar sobre a derrota na última quarta-feira, 6, e definiu como “vestiário de velório” o clima entre os jogadores após a partida: “Frustrante. Tristeza de mais uma vez poder encostar no São Paulo sabendo que eles tinham perdido e a gente não venceu um jogo que poderia ter vencido. Foi um jogo que a gente ficou super triste, um vestiário de velório. A gente vai trabalhar para poder chegar no domingo e se Deus quiser, fazer um grande jogo. Acertar onde tem que acertar, e principalmente olhar os erros e não cometê-los e fechar esses erros para a gente conseguir as vitórias daqui para a frente”.

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