Secretário-geral da CBF afirma: “Flamengo tomou um caminho inadequado”

Bruno Guedes
Jornalista e Historiador, é apaixonado por futebol bem jogado. Já atuou na Rádio Roquette Pinto e como colunista no Goal.com. Siga no Twitter: @EuBrguedes

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Segundo Walter Feldman, o adiamento da partida “abalaria a uniformidade, a imparcialidade e a igualdade de tratamento”

MRN Informação | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

Em entrevista concedida para o Estadão, o secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Walter Feldman, comentou o imbróglio no Campeonato Brasileiro após a disputa judicial que envolveu a realização da partida entre Palmeiras x Flamengo. Segundo ele, “a decisão da Justiça (de confirmar o jogo) foi fundamental para não acontecer algo mais dramático” e cita a rejeição do Rubro-Negro para futuros desdobramentos.

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Para o secretário-geral, o Flamengo atualmente tem imagem negativa junto aos demais clubes da Série A: “O que deu errado foi a rejeição do Flamengo em relação ao cumprimento do protocolo estabelecido e uniforme para todos os clubes, de que 13 jogadores é o número suficiente”, afirmou na entrevista ao jornal.

Quando foi questionado sobre a participação dos sindicatos dos funcionários de clubes e de atletas no episódio, Feldman avaliou que o caso não foi o ideal e considerou até punição, sem especificar para quem: “É um caminho inadequado. Está muito estabelecido que as decisões esportivas devem permanecer no campo das instâncias desportivas. Não havia conflito em termos de uniformidade, de imparcialidade, de tratamento igualitário para todos os clubes. Não havia por que acionar (a Justiça), é uma prática não recomendada, passível de punição. Evidentemente não foram os agentes do futebol, foram os sindicatos representativos, mas é um caminho inadequado, que causa um desajuste, como efetivamente aconteceu”, disse.

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Sobre a afirmação do presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, de que poderia paralisar o Brasileirão caso a partida fosse adiada, Walter citou o protocolo da CBF. De acordo com ele, o firmado por todos os clubes segue em vigor e o próprio Flamengo também estabeleceu os parâmetros para a volta do futebol:

“Os princípios estabelecidos são de 13 jogadores no mínimo, e o Flamengo tinha 19. O protocolo é muito claro: infectado separa, sem sintoma joga. Outros clubes já tinham passado por isso, por que o tratamento seria diferente? Aí abalaria a uniformidade, a imparcialidade e a igualdade de tratamento. Se você trata de forma diferenciada, você não tem equilíbrio no estabelecimento de regras. A não realização do jogo no domingo poderia causar um abalo dramático do sistema, e os clubes teriam suas razões pra reagir. A decisão da Justiça foi fundamental para não acontecer algo mais dramático”, declarou ao Estadão.

No último domingo (27), o presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, afirmou em entrevista ao portal Terra que o clube vai pedir a exclusão do Flamengo do Campeonato Brasileiro. O motivo seria a tentativa de adiar o jogo com o Palmeiras na Justiça do Trabalho, que segundo a CBF, foge a orientação de não brigar fora da esfera esportiva para tais assuntos.

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*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução

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