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O VAR já é uma certeza no Campeonato Carioca, não em sua totalidade, mas em dez jogos das fases de mata-mata. Em acordo selado há menos de uma semana, a Ferj se comprometeu a bancar o árbitro de vídeo nessas dez partidas, mas incluiu uma brecha para que cada clube solicitasse a tecnologia para partidas individuais- em contrapartida os clubes arcariam com os custos.

Resumindo, a federação se compromete em disponibilizar a tecnologia em apenas dez jogos, já estipulados, mas o time que tiver interesse em utilizar o VAR fora das partidas planejadas deve arcar com os custos da operação – cerca de R$ 25 mil por jogo.

Na vitória por 2 a 1 diante do Bangu no último domingo em pleno Maracanã, o Flamengo teve, com 43.761 pagantes, pouco mais de R$ 34 mil de receita líquida – a renda total foi de R$ 1.067.172,00. No fim, ainda há a distribuição do resultado, que dividiu a receita em R$ 19.884,90 para Flamengo e R$ 13.256,60 para o Bangu.

Deste valor (R$ 19.884,90) o Flamengo ainda pagou R$ 6.200 em despesas com o antidoping, o que resultou em um valor final de R$ 13.684,9. Ou seja, caso o Flamengo se dispusesse a pagar R$ 25 mil pelo VAR, o clube não teria lucro mesmo com um público presente superior a 46 mil, ao contrário, teria um déficit de R$ 11.315,1.

Atual contrato com o Maracanã prevê 15% da renda bruta por aluguel

Diego foi o autor do primeiro gol do Flamengo no Carioca de 2019. (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

O Flamengo acertou em junho do ano passado o novo acordo com a concessionária que administra o Maracanã. O contrato vai até 2020 e o clube deve fazer ao menos 25 partidas por ano no estádio. A expectativa à época era de que o clube obtivesse vantagens financeiras com o novo acordo, mas os custos elevados para operação do estádio inviabilizam um lucro maior.

O clube paga 15% da renda bruta pelo aluguel do estádio, mas o valor pago por jogo varia entre R$ 120 mil e R$700 mil. Apesar do valor ser menor do que era cobrado no antigo acordo os números ainda não são ideais – na final da Copa do Brasil de 2013 a concessionária chegou a cobrar R$ 2,1 milhões pelo aluguel do estádio.

Na partida diante do Bangu o Flamengo desembolsou R$ 1.032.828,48 só para atuar no Maracanã. O valor inclui, além de outras coisas, a taxa da Ferj, a confecção e venda de ingressos, o aluguel do estádio, as contas de consumo e diversas taxas pelos custos de operação.

Novo governador do Rio, Wilson Witzel pretende ajudar Flamengo

No final de novembro, pouco tempo depois de ser eleito, Witzel anunciou que tinha a intenção de abrir uma nova concessão para administração do Maracanã. No último domingo, o governador compareceu ao estádio vestido com a camisa do Flamengo e tirou foto com torcedores.

A expectativa da diretoria rubro-negra é de que o novo governador possa ajudar o Flamengo na participação da gestão do Maracanã. Em dezembro, Landim revelou em partipação na ESPN que já havia conversado com Witzel e que o governador estaria disposto a auxiliar o clube.

“O Flamengo quer ter participação na gestão do Maracanã, até porque o Flamengo entende que o Maracanã não vai se sustentar sozinho. Conversei com o governador eleito, e ele está muito disposto a ajudar o Flamengo. A nossa primeira prioridade é o Maracanã”, disse Landim.


*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

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