Curi, duas vezes adeus

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Depois do advento d’O Gol, como passei a chamar o lance da apoteose de Antônio José Rondinelli Tobias, o rádio passou a ser um companheiro diário para mim. Os programas esportivos das rádios cariocas eram um meio de ter o Flamengo em casa todos os dias, e não apenas quando o time entrava em campo.

Não deixe de ler:<)em> Quando os domingos se dividiram

 
As vinhetas e jingles ecoam na memória. No Mundo da Bola, na Rádio Nacional, que na década de 1940 movimentava a equipe comandada por Jorge Curi, e três décadas depois era pilotado por Washington Rodrigues. Na Tupi, Futebol Total, Esportes em Cima da Hora, e a resenha diária no Papo de Bola, precedido pelo comentário de Carlos Marcondes, Tirando a Prova Real.

Não deixe de ler:<)em> O Flamengo e o Rádio

 
A revolução de 1984 no rádio carioca mudou o caminho do dial do meu Philco Transglobe. Fui surpreendido pela despedida em tom de desabafo de Jorge Curi na Rádio Globo, após um Vasco e Botafogo. Como assim, um mundo sem o vozeirão de Curi? Foi como ver um amigo ir embora, sem saber para onde.

Logo, a movimentação ficaria esclarecida. A Globo abrigaria José Carlos Araújo, no auge, então chamado de “o narrador jovem, moderno, colorido e cheio de bossa”, que levaria consigo os apolos Washington Rodrigues e Deni Menezes. Waldir Amaral já não era Globo desde o ano anterior, e lembro dele narrando com a categoria de sempre pela Rádio Jornal do Brasil e pela Nacional, para onde também foi Cezar Rizzo. E eu, mesmo sendo fã da equipe que saiu da Nacional para a Globo, seria fiel a Jorge Curi até seus últimos dias. O “locutor padrão do rádio brasileiro” foi para a Tupi, fazer dobradinha com “o mais vibrante” Doalcei Camargo, e lá estava outro ex-global, o “bom de bola” Edson Mauro.
 

 
É verdade que aquela equipe da Tupi durou pouco. Mas, ah, que saudade… A genialidade irrequieta de Kleber Leite, a classe de Ronaldo Castro e um nome que poucos se recordam, mas que que sua categoria como setorista do Flamengo não me deixam esquecer sua voz e sua vinheta, o repórter Paulo Cesar Campello. Para completar, a curar a ferida da despedida do maior goleiro do Flamengo de todos os tempos, a Tupi anunciava como comentarista Raul Plasmann.

Naquele resto de 1984 até a morte de Jorge Curi em dezembro de 1985, eu ouvi todos os jogos pela Tupi. A notícia do acidente automobilístico que vitimou o narrador que mais me emocionou me fez ficar um mês sem ligar o Transglobe.

Não deixe de ler:<)em> O lado B dos anos 80

 
O último gol do Flamengo narrado por Jorge Curi foi o petardo de Leandro contra o Fluminense. Zico assistia ao jogo na cabine ao lado, acompanhado de Sandra, e ambos foram à cabine da Tupi conversar com o velho narrador após o apito final. E este foi, para mim, o final de 1985. Não guardo nenhum sentimento ruim pela perda do título no jogo contra o Bangu, porque o falecimento de Jorge Curi cobriu tudo com o manto de uma tristeza maior.

Leia também: O Flamengo e o Rádio


 
Assim como não posso ouvir algumas canções sem chorar de saudade, ouvir esta narração me enche de nostalgia, porque os gols do Flamengo nesta voz grave e solene pareciam impregnados de eternidade.
Com vocês, o último gol do Flamengo na voz de Jorge Curi:

 


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