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Jogador se engajou com o projeto AfroReggae, nas favelas do Rio de Janeiro, desde o ano passado.

William Reis, coordenador da ONG, entrou em contato com Everton Ribeiro através de Bruna, esposa de Diego Ribas. O jogador visitou as favelas do Rio, auxiliou no financiamento para álcool em gel e cestas básicas para as comunidades.

Junto à Diego, Ribeiro leiloou uma camisa usada na Libertadores para angariar fundos, e cerca de 200 crianças foram beneficiadas dentro do projeto com a ação dos jogadores.

William foi mais uma vez procurado por Ribeiro, agora para usar o perfil do Instagram do jogador como espaço para debates durante toda a quarta feira. O dia foi preenchido por quatro debates com convidados negros, abordando o racismo em diferentes discussões.

Veja também: Não quero ficar em silêncio: Everton Ribeiro dispõe sua influência na luta antirracista

Everton Ribeiro questionou William acerca do que poderia fazer para ajudar, e se reconheceu como uma pessoa branca que não entende completamente o racismo. Durante a coletiva pela FlaTV, o jogador disse que a morte de George Floyd e as manifestações nos EUA chamaram sua atenção, e como pessoa influente, devia se posicionar.

Temos voz para isso. Uma população que nos vê como exemplo, mídia para ser utilizada em grandes causas. Primeiro, temos que nos preparar e conhecer a causa que vamos abordar. É preciso se posicionar sabendo o que está falando e não só por estar em evidência. É aprender para ter argumentos

As lives no Instagram

Em sua conta no Instagram, William Reis agradeceu ao jogador pela ação, e afirmou que as lives arrastaram “uma multidão que com certeza saiu reflexiva.”, e considera que o jogador é um aliado do AfroReggae.

Jonathan Raymundo, que tratou sobre Escravidão no Brasil, afirmou que uma das características marcantes do racismo brasileiro é se ocultar dentro da realidade social. É necessário tornar público essa problemática na intenção de construir um mundo mais justo.

A lei 10.639/03 foi tratada na live sobre as Políticas Afirmativas. A lei exige a inclusão de história e cultura afro-brasileira nas grades de ensino.

As cotas raciais, tema da live, não é exclusividade do Brasil, como reforçou Marcos Luca Valentim, com o intuito de reparação histórica com um grupo. O jornalista citou a Lei do Boi como exemplo nacional nos anos 1960, e reforçou que mesmo as atuais cotas não devem ser eternas, mas presentes até que a desigualdade social seja apaziguada.

Na live sobre Racismo na Atualidade, o flamenguista Rodrigo França reforçou a existência de uma segregação racial velada, o que impede uma organização mais sólida entre negros, como é o caso do EUA. O mito democracia racial se baseia nessa segregação camuflada, fazendo com que mesmo pessoas negras não se considerem assim.

As quatro lives contabilizaram até o momento, mais de 120 mil visualizações ao todo, contabilizando mais de cinco horas de transmissão. Segundo William Reis houve um retorno extremamente positivo por parte dos seguidores do jogador. Logo abaixo, a primeira live publicada no perfil do de Ribeiro:

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Um papo sobre escravidão no Brasil.

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