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terça-feira, janeiro 26, 2021

Defensoria Pública revela que Flamengo ofereceu R$ 400 mil de indenização; MP quer 2 milhões

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Oito das 13 famílias das vítimas no incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, estiveram nesta quarta-feira com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. No encontro, os órgãos explicaram como foi a negociação com o clube, que não terminou em acordo, a defensoria também orientou para caminhos jurídicos caso as famílias queiram recorrer individualmente ou em grupo. 

Segundo o Globoesporte.com, o Flamengo ofereceu salário mínimo durante 10 anos. Ministério Público queria indenização de R$ 2 milhões e mais R$ 10 mil mensais até que as vítimas completassem 45 anos.

Após a reunião, Danielle Cramer, procuradora do Ministério Público do Trabalho e integrante da Câmara de Conciliação, concedeu entrevista coletiva e detalhou os valores da proposta do Flamengo, que gira em torno de R$ 300 a R$ 400 mil por família e um salário mínimo (atualmente de R$ 998,00) durante 10 anos. No entanto, a pedida dos órgãos públicos foi de R$ 2 milhões e R$ 10 mil mensais até que as vítimas completassem 45 anos. 

– Fizemos reunião com as famílias em que prestamos esclarecimentos dos trâmites e o resultado do insucesso das negociações. Nós tratamos de diversas questões. A quem faleceu, buscamos danos morais e também pensão mensal até os 45 anos, inicialmente até 65. A intenção do clube era de no máximo 10 anos um salário mínimo por mês. O clube concordou com as obrigações, mas não chegamos a valores por nenhum acordo. Indenização não chegou a consenso. A proposta oscilou conforme números de familiares envolvidos, na soma ficava em torno de R$ 300 a R$ 400 mil do Flamengo. A proposta da câmara era de R$ 2 milhões e R$ 10 mil mensais até 45 anos. Não houve acordo, não foi possível. Agora vamos passar para caminhos judiciais.

Danielle também rebateu a afirmação do Flamengo, em nota oficial, de que “ofereceu valores maiores que os padrões” e citando a tragédia da Boate Kiss como exemplo. A procuradora explicou que o caminho agora é através da Justiça e que os órgãos públicos podem propor ações coletivas. Mas a família que preferir pode buscar advogados individualmente: 

– É uma situação absolutamente diferente: no Flamengo eram todos menores de idade, estavam alojados e eles prometeram às famílias cuidar de todos esses garotos. Na Boate Kiss, estavam em busca de entretenimento, era totalmente diferente. Agora vamos passar para caminhos judiciais. O Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público e a Defensoria Pública vão propor ações cabíveis para indenizações. Podem ser ações coletivas, aquelas famílias que não quiserem aderir podem procurar advogados particulares ou até a Defensoria, que se dispôs a ajudar. 


*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Twitter/Reprodução

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