No Dia da Mulher, emenda protocolada por conselheiras exige protagonismo do Flamengo na promoção da igualdade de gênero e identidade

MRN Informação | Denise Neves e Diogo Almeida — A cada dia 8 de março o Flamengo e o mundo celebram o Dia Internacional da Mulher. A data foi criada para frisar a luta das mulheres pela conquista de direitos.

Apesar de avanços, o clube parece não enfrentar determinadas guerras de frente. Na Gávea, mais uma batalha começou a ser travada. Para colocar o clube da Gávea alinhado com as novas premissas que a sociedade moderna exige de uma instituição respeitável, um grupo de conselheiras fez o que devia ser feito na última segunda-feira.

A data foi escolhida por conselheiras do grupo Flamengo da Gente para protocolar uma proposta de emenda ao estatuto do Flamengo que objetiva promover a igualdade racial, de gênero e de identidade no clube.

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A proposta prevê a criação de uma subdivisão dedicada às questões de diversidade e inclusão dentro da Vice-Presidência de Responsabilidade Social e Cidadania do Flamengo.

O grupo explica que esta subdivisão ficaria responsável pelas ações que promovam a “Diversidade e a Inclusão dentro do clube, como a criação de protocolos que incluam, especificamente, penalidades em casos de violência de gênero, LGBTIfobia e discriminação racial”.

A iniciativa da mudança estatutária é da Frente Mulambas da Gente, Frente LGBTI+ e Frente pela Igualdade Racial. O documento é encabeçado por três sócias-proprietárias, Bruna Severo, Claudia Simas e Andresa Martins, integrantes do conselho deliberativo do clube, e reúne 51 assinaturas de conselheiros e conselheiras, não necessariamente vinculados ao Flamengo da Gente.

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Segundo o estatuto do Flamengo, a partir de 50 assinaturas o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Antonio Alcides Pinheiro da Silva Freire, deve remeter a proposta à Comissão Permanente do estatuto para regular o processamento e a apreciação.

Em nota enviada à imprensa, o Flamengo da Gente reforçou que o clube deve “assumir o protagonismo que lhe cabe nesse processo, fazendo jus a sua grandeza e vanguardismo no esporte nacional e internacional e, claro, resguardando a própria imagem e reputação”.

Ação também propõe a inclusão de possibilidade do uso do nome social no cadastro de sócios e sócios-torcedores.

Leia na íntegra o trecho da proposta que explica como funcionaria essa subdivisão

A subdivisão ficaria responsável pelas ações que promovam a Diversidade e a Inclusão dentro do clube, como a criação de protocolos que incluam, especificamente, penalidades em casos de violência de gênero, LGBTIfobia e discriminação racial.

Tais cláusulas se fazem pertinentes não só a atos que aconteçam nas dependências do Flamengo entre sócios, mas, também, entre atletas, dirigentes e outros funcionários dentro e, principalmente, fora do clube.

A emenda também propõe que uma das primeiras ações desta nova divisão do clube seja a inclusão da opção do nome social no cadastro dos associados e, consequentemente, nas carteiras de sócio do clube e de sócio-torcedor.

O Flamengo não seria o primeiro clube a adotar esse posicionamento. Times como o Esporte Clube Bahia e o Paysandu Sport Club já garantem aos seus associados e associadas a possibilidade de utilizar o nome social em seus cadastros.

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