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domingo, janeiro 24, 2021

Domenec deixa Flamengo com pior média de gols sofridos desde 2014

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Domenec deixa Flamengo depois de derrota vexatória para Atlético-MG; catalão teve pior média de gols sofridos desde Ney Franco

Nessa segunda-feira (09), Domenec Torrent não resistiu à pressão da torcida e foi desligado do Flamengo. As goleadas sofridas para São Paulo e Atlético-MG escancararam um problema que vinha sendo deixado de lado; a fragilidade defensiva da equipe carioca. Em toda a sua passagem, o Rubro-Negro não sofreu gol em apenas cinco jogos.

A sequência invicta que perdurou por 12 jogos chegou ao fim no revés de 4 a 1 perante o Tricolor do Morumbi. Durante esse período, a invencibilidade do Fla de Dome fazia com que setores da imprensa e torcida não se atentassem à recorrência de vezes que o Mais Querido era vazado.

Em 26 jogos, foram 38 gols sofridos. Em cinco oportunidades, o Rubro-Negro carioca sofreu três ou mais gols. E em apenas uma delas conseguiu sair vitorioso (5 a 3 contra Bahia, fora de casa). Nas outras, derrotas acachapantes para Atlético-GO, Independiente del Valle, São Paulo e Atlético-MG (3 a 0, 5 a 0, 4 a 1 e 4 a 0), respectivamente.

Derrota em Goiânia para o Atlético-GO foi o primeiro de alguns vexames enfrentados pelo Flamengo na era Domenec.

Era Dome chega ao fim com média de 1,46 gols sofridos por jogo

Números como esses fizeram da passagem de Domenec pela Gávea a mais vazada dos últimos anos. A média de 1,46 gols sofridos por partida é a pior desde Ney Franco, em 2014 (1,86). No entanto, vale ressaltar que o técnico campeão da Copa do Brasil pelo Flamengo em 2006 comandou o time por apenas sete jogos.

Nomes como Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira e Zé Ricardo, que não deixaram saudades na torcida, tiveram médias melhores que o treinador recém demitido. A insistência do catalão no zagueiro Gustavo Henrique foi outro fator que fez a Nação perder a paciência com seu técnico. Por diversas vezes, o camisa 3 acabou cometendo falhas que influenciaram diretamente no resultado das partidas.

Os erros defensivos, inclusive, foram uma tônica na era Dome. Saídas de bola equivocadas, como a de Arão contra o Athletico-PR, e falhas de posicionamento da zaga foram aspectos que ajudaram o Mais Querido a ter a segunda defesa mais vazada do Brasileirão.

Outro ponto importante a se destacar é a qualidade do elenco que Dome teve em mãos. Os técnicos com maiores médias de gols sofridos no ranking passaram pelo clube em 2014/2015. Época em que o Flamengo fazia contenção de gastos. Por conta disso, o elenco era mais limitado, sem nomes de peso.

Já Domenec, apesar de chegar no Flamengo após saída de um pilar da zaga (Pablo Marí), e ter de lidar com a transferência de Rafinha para o futebol grego, ainda assim desfrutava de bons nomes. Desde 2019, quando começou a era Landim, Abel Braga e Jorge Jesus foram os técnicos. O primeiro teve média de 0,90 gols sofridos, enquanto o segundo teve média de 0,88.

Confira, abaixo, a lista com as médias de gols sofridos de cada técnico do Flamengo, desde 2014. A ordem é feita da maior média para a menor.

Ney Franco – 1,86 (7J, 13GS)

Domenec Torrent – 1,46 (26J, 38GS)

Cristóvão Borges – 1,28 (18J, 23GS)

Oswaldo de Oliveira – 1,17 (18J, 21GS)

Jayme de Almeida – 1,14 (7J, 8GS)

Zé Ricardo – 0,94 (89J, 84GS)

Abel Braga – 0,90 (30J, 27GS)

Vanderlei Luxemburgo – 0,88 (59J, 52GS)

Jorge Jesus – 0,88 (58J, 51GS)

Reinaldo Rueda – 0,84 (31J, 26GS)

Muricy Ramalho – 0,77 (26J, 20GS)

Maurício Souza – 0,75 (4J, 3GS)

Maurício Barbieri – 0,74 (38J, 28GS)

Paulo César Carpegiani – 0,65 (17J, 11GS)

Dorival Júnior – 0,58 (12J, 7GS)

Marcelo Salles – 0,00 (4J, 0GS)

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Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Marcelo Theobald

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