Relembre as vezes em que Éderson foi publicamente grato ao Flamengo

Apesar de detonar o clube nas redes sociais, Éderson tinha o costume de agradecer ao Flamengo

Uma polêmica que estourou nas redes sociais na última segunda-feira (04) envolveu o ex-meia Éderson. Ele, que teve passagem pelo Mais Querido entre 2015 e 2018, aproveitou o post em que Dener, cria da base rubro-negra, anunciou sua precoce aposentadoria, para atacar detonar o tratamento que recebeu do clube.

No entanto, com uma rápida pesquisa em seu Instagram, é possível perceber que a opinião de Éderson nem sempre foi essa. Desde 2011, quando ainda era jogador do Lyon, já convivia com uma série de lesões. Deste referido ano a 2015, foram duas as oportunidades em que ficou fora das quatro linhas por mais de 200 dias. Ambas, por conta de problemas musculares.

Mas, no Rubro-Negro carioca, seu grande adversário foi o joelho esquerdo. Após sofrer dura entrada de Fagner, em partida disputada contra o Corinthians, no Brasileirão de 2016, Éderson acabou se machucando gravemente. O clima na época foi de comoção, já que, finalmente, um atleta que sofria constantemente com problemas médicos, vinha encontrando uma sequência de jogos.

O calvário (e incoerência) de Éderson

Desde então, ladeira abaixo. Trabalhos intensos de recuperação física e muscular não pareciam ser o suficientes para solucionar as adversidades de um jogador que já havia enfrentado duas graves lesões no joelho. Uma na Lazio, outra no Lyon, nas temporadas 11/12 e 12/13, respectivamente. Somadas, elas deixaram Éderson inativo por mais de 120 dias.

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Para piorar o cenário, em julho de 2017, Éderson passou a enfrentar a pior batalha que um ser humano pode ter pela frente. Um câncer, no testículo. Que ele mesmo disse, na publicação de Dener, ter sido causado pelo estresse que o clube lhe causou. Porém, no seu perfil do Instagram, o que o ex-atleta fez foi agradecer por todo o apoio que lhe foi concedido.

Éderson agradece pelo empenho da equipe médica do Flamengo na cirurgia para tratamento de seu câncer.
No dia em que o câncer de Éderson se tornou de conhecimento público, essas foram as palavras do meia.

Além disso, Éderson, na primeira semana de 2021, fez questão de ressaltar que o tratamento recebido pelos integrantes do departamento médico rubro-negro era negligente e irresponsável. Segundo ele, se tratavam de pessoas que se importavam mais com sua imagem que com os jogadores. Mas… no Instagram, eram apenas agradecimentos a toda essa equipe.

No final de 2017, enquanto ainda estava em meio ao processo de recuperação, Éderson agradeceu nominalmente aos membros da equipe médica do clube.

Em fevereiro de 2018, enquanto dava o máximo para voltar a ter condições de entrar em campo, um vídeo de Éderson se empenhando na academia foi gravado. O então jogador, postou. Mas, sem legendas de ataque aos médicos do Flamengo, ou coisa do tipo. Pelo contrário. Mais uma vez, predominava a gratidão e exaltação a qualidade do trabalho de cada um ali.

Ao atacar o clube, Éderson disse ter sido “forçado” a treinar além do que sua capacidade permitia. Aqui, após teste de esforço máximo, o ex-atleta agradece aos profissionais da área pelo trabalho.

Uma despedida sem ataques. Apenas agradecimentos

Ao deixar o Flamengo, uma publicação em que o teor das palavras usadas é bem diferente das que Éderson despejou nos comentários da postagem de Dener. Naquele momento, com seu vínculo ao clube chegando ao fim, talvez fosse a oportunidade mais propícia de expor ao mundo todo o desgaste, constrangimento e ruína que o Flamengo, em tese, lhe causou.

Em sua despedida, uma declaração no tom de todas as outras concedidas enquanto atleta do Flamengo: agradecimento aos que trabalharam em prol da sua recuperação.

Ainda assim, não foi o que Éderson fez. Novamente, foram mencionadas todas as qualidades do tratamento que o Mais Querido lhe concedeu. Gratidão a todos os funcionários do clube, mais a diretoria. Em 1º de julho de 2018, Éderson disse ter sido tratado com respeito e apoio. Em 4 de janeiro de 2021, os dois termos foram substituídos por “irresponsabilidade e negligência”.

A pergunta que fica é: o que mudou, para Éderson, nesse espaço de tempo?

Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

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