Entre Leandrinho e Landim

Ricardo Moura
Ricardo Moura é jornalista e apaixonado pelo Flamengo. Não debate finanças e reluta em usar termos da moda, como terço final e mapa de calor. Acredita que o futebol e o Flamengo trabalham com a paixão e por isso esquece números e se apega ao lúdico do esporte.

3 COMENTÁRIOS

  1. Perfeito o comentário sobre o JJ em “Leandrinho e Landim”. Com abordagem idêntica e palavras semelhantes foi o comentário que fiz no República Paz e Amor. Acrescentei que fui pródigo em elogios ao Jesus, não só quanto ao aspecto profissional, mas ao seu caráter. Quanto a este último, retiro tudo o que disse, incluindo as vírgulas e exclamações. Se sair, não vai ter o meu agradecimento pelo que fez – mera obrigação -, mas meu repúdio e desapontamento. Não me importam suas razões, por mais justificadas que sejam. Tá faltando transparência de vir a público e esclarecer o que se passa nos bastidores. É o mínimo que ele deve à torcida que o idolatra (idolatrava?), carregou no colo e deu-lhe um status que em nenhum clube do mundo ele atingiria. A questão familiar não me convence. Seria muita infantilidade e, como vc bem diz, a mim também parece que ele nunca desarrumou as malas, tal a inconstância e os constantes “sustos” sobre se vai ou se fica, se fica ou se vai. É muito estrelismo pra quem, como eu, não tem ídolos, mas admiração por determinadas personalidades dos diversos segmentos sociais. Quanto à diretoria do Flamengo, não dá pra esperar nada dela além de lambanças em sequência.

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Agora, Jesus, olhando nos seus olhos, se você quer ir embora, vá. A impressão que fica é que a sua mala esteve pronta desde o dia que chegou

Blog Resenha Rubro-Negra | Por Ricardo Moura – Twitter: @ricardomouraCRF

Eu tinha por volta dos 10 anos quando a realidade bateu na minha vida. 

Lá estava eu, andando de bicicleta na rua e sem querer bati na perna do Leandrinho. 

Leandrinho era o “dono da rua”. Todo mundo tinha medo dele. Quem não tinha, mentia. Ele era mais forte e mais alto que todos. Costumava morder a língua para dar socos nos meninos que arrumavam encrenca com ele. 

Do mesmo autor: Calça big e bigode

Naquele dia, que apenas “relei” na perna dele, foi ali que senti as dores que a vida iria me entregar até a morte.

Não adiantava pedir desculpas.

Tomei um soco no meio do rosto!

Confesso que não senti dor. Nos primeiros segundos, após o golpe, pensei que havia morrido. Mas de pronto me vi sangrando e lembrei que meu avô sempre falava “morto não se vê morrendo”. Então, vivo, comecei a pensar no que tinha acontecido. 

Hoje, passados bons anos, penso naquele dia e vejo que foi libertador. Apanhar com 10 anos me fez ficar firme para aguentar tudo que o Mundo jogaria em meu colo, para não falar outra coisa. 

Jorge Jesus precisa encontrar um Leandrinho na diretoria do Flamengo. 

Veja também: O Flamengo tem mais inscritos na FlaTV só por que tem a maior torcida?

Alguém precisa, não do soco, no sentido literal, mas dar aquela “psico porrada” no português e o colocar no devido lugar.

Não, Jesus, o Flamengo não é a casa da mãe Joana. Você não pode montar um planejamento de milhões e a cada 30 dias mostrar incerteza na continuidade do trabalho. 

Landim, use a sua força e o pouco de credibilidade que sobrou. Chame o treinador para conversar e cobre uma definição. Precisamos saber se ele estará conosco até o fim ou se já tá encantando por outra mulher. 

Caso ele te enrole, vai doer, mas não pense duas vezes. Corte o que tiver que cortar.

Um dia o Zico saiu e aqui estamos. Júnior, Leandro, Adílio, Nunes, Romário, Adriano e por aí vai. Todos eles um dia partiram e o Flamengo continuou. E vai continuar sem o português. 

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Entenda, não estou pedindo que o demita. Apenas cobro uma atitude de homem. Do homem que arrumou briga com a Globo e teve coragem de fazer alianças para lá de malucas. Se Jesus não quer ficar, que vá e que nos dê tempo de arrumar outro nome.

Agora, Jesus, olhando nos seus olhos, se você quer ir embora, vá. Mas vá com a certeza de que não teve a palavra dos grandes homens. A impressão que fica é que a sua mala esteve pronta desde o dia que chegou.

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