Cláudio Pracownik diz que reestruturação do Flamengo contribuiu para o ‘ecossistema’ do futebol brasileiro

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VP de Finanças na gestão Bandeira de Mello, dirigente conta como lidou com as irregularidades no clube quando assumiu o cargo

MRN Informação | Thiago Porto – Twitter: @ThiagoPortin

Na noite da última terça-feira, dia 6, a TV MRN entrevistou o ex-VP de Administração e Finanças do Flamengo, Cláudio Pracownik. Logo no início da conversa, o dirigente, que hoje preside a Comissão de Finanças do Conselho Deliberativo, contou algumas situações embaraçosas que viveu quando iniciou seu trabalho na gestão Bandeira de Mello, em 2013 e destacou como a honestidade e o profissionalismo transformaram o clube. Perguntado sobre o maior absurdo que viu quando assumiu a pasta, ele respondeu o seguinte:

— Não tinha nada. Nenhum planejamento, nenhum número, nenhuma planilha. A burocracia existia, simplesmente, para que os processos dessem alguma importância dentro do conceito de microfísica do poder para as pessoas. Você criava processos para prestigiar pessoas. Para todo o resto, não tinha planejamento algum.

Além da falta de organização financeira, Pracownik apontou também a cultura da corrupção vigente no clube à época:

— A gente tinha funcionários fantasmas no clube, apadrinhados de pessoas da imprensa, de torcidas, pessoas da política do clube, que simplesmente ganhavam para não ir, nem o paletó colocavam.

Pracownik ainda contou que um jogador que já não atuava pelo clube há tempos ainda recebia salário e que foi abordado para receber propina em negociação com devedores do clube. De acordo com ele, o Flamengo não fez um bem apenas a si mesmo, mas a todo o ‘ecossistema’ do futebol.

— Os clubes viram que existia uma maneira de trabalhar de maneira honesta e ser recompensado por isso. Ainda falta muito para o ecossistema ser purificado, mas começou a se colocar nesse ecossistema uma mensagem de honestidade, que foi se espalhando para outros clubes. Quem não percebe que qualquer processo de recuperação envolve um trabalho de longo prazo, vai ficar na situação que o Cruzeiro está hoje em dia, por exemplo. E quem percebe isso, os chamados clubes de menor investimento, como Bahia, Ceará, Fortaleza vão rapidamente deixar de ser clubes de menor investimento e ultrapassar outros clubes historicamente. É preciso que os clubes trabalhem juntos em um ecossistema mais honesto e eu acho que o Flamengo deu o ponto de partida nesse sentido.

Perguntado se ainda existem ‘parasitas’ no Flamengo, Pracownik disse confiar na gestão atual:

— O problema é do ecossistema. Eles rondam. O mundo do futebol durante muitos anos eram planetas pobres rodeados de satélites ricos. É lógico que no futebol tem gente boa e tem gente ruim. Eu confio muito na atual gestão, participo dela, confio na integridade de todos que estão lá. Tem gente ruim, que está lá dentro por interesse? Tem. Em todo clube tem, em toda empresa tem. Mas se a cultura do clube for honesta, íntegra, eles não vão se criar.

Veja a entrevista na íntegra:

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