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Veja as notas e análises das atuações do inesquecível jogo que deu o aguardado bicampeonato da Libertadores da América ao Flamengo

Muito já foi dito sobre a conquista da Copa Conmebol Libertadores. E o bicampeonato rubro-negro vai continuar rendendo histórias e análises. As notas de Flamengo 2×1 River que publicamos abaixo não têm a pretensão de serem verdades absolutas sobre a atuação de nossos heróis em Lima.

Este é um projeto produzido por voluntários da nossa comunidade “MRN – Pensar Flamengo”. Somos torcedores que se juntam após os jogos para resenhar sobre a performance individual dos atletas do nosso time. Temos um grupo que cada vez aprende mais e é consciente e responsável.

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Nenhuma nota baixa é fruto de perseguição, assim como uma nota alta por predileção pessoal. São apenas notas, pessoal! Escritas com espirituosidade nas vitórias, sofrimento nas derrotas… O que queremos mesmo é que vocês comentem educadamente e escrevam também as suas análises e notas no campo de comentários.

Fechamos com este post um ciclo que começou naquele Fla 6×1 Goiás. E agora, 30 jogos depois, estamos aqui para dar as notas para o time que conquistou a América do Sul ao derrotar em três minutos um gigante argentino. Precisamos até de dois dias para que os corações estivessem mais calmos. Como este jogo fecha uma campanha, os nossos comentaristas ficaram à vontade para darem nota levando em conta toda a Libertadores, caso assim desejassem.

O novo ciclo tem um destino: Doha, onde nosso povo pede o mundo de novo. Vencendo ou não o Liverpool, estaremos aqui com vocês aferindo as notas para o time do Flamengo.


Confira as notas das atuações de Flamengo 2×1 River, de acordo com membros do grupo de notas da Comunidade MRN – Pensar Flamengo

Diego Alves: Não teve culpa no lance do gol, pois foi uma bola rápida. Não comprometeu na partida. Esse ano ele mostrou a que veio, foi muito importante em toda nossa trajetória na Libertadores, principalmente no jogo contra o Emelec quando pegou pênaltis e nos colocou de “volta” na competição. Enfim temos um goleiro e referência em campo. Valeu a pena a permanência do “Cafezinho”. Nota: 9,0. Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho

Rafinha: Hoje vou falar sobre o Marcio Rafael Ferreira de Souza, nosso Rafinha. Menino de origem humilde que desbravou o mundo e virou um bicho papão de títulos. Lá fora ganhou incontáveis prêmios e quando fechou com o Flamengo, o torcedor já sentia um ímpeto em seu coração que algo grande estava por vir. E veio. Veio como um bando de urubus vermelhos e pretos, famintos, insaciáveis por títulos e grandeza.

Márcio Rafael sentiu em cada momento o que era o Flamengo (seu choro no fim do jogo representava o coração de 40 milhões de torcedores), gritava aos seus companheiros “vamo porra” e sempre, mesmo que às vezes errando, buscando fazer as jogadas.

No primeiro tempo, quando o Rafinha recebia a bola, vinham dois jogadores do River na marcação forte impedindo que ele conseguisse tocar a bola, o que acabava fazendo perdê-la muito, prendendo ela ou recuando. Apesar disso, o Flamengo se manteve buscando ataques pelo lado direito, mas ainda engessado. Após o intervalo, Jesus mudou o lado, enquanto os jogadores do River cansaram, e a participação defensiva de Rafinha reduziu.

No geral, Rafinha não teve desempenho excelente pelo mérito da marcação forte que o River Plate impôs. Que as gerações se lembrem de Marcio Rafael, assim como de todos que fizeram de 2019 um ano vermelho e preto. Ah, aliás, Rafinha precisa comprar uma casa nova maior para caber mais taça, e ainda falta a do Mundial! Nota: 8,0. Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_

Rodrigo Caio: Quando os sonhos se tornam realidade e vemos o inimaginável acontecer, a magia e a felicidade transborda de nossos corpos. Nesse contexto temos o nosso querido menino de condomínio que chegou com muita desconfiança. Meio que execrado pela mídia, ele mostrou na bola que merece um lugar no nosso panteão de ídolos, pois briga até o último fio de cabelo, com toda a sua força e deixaria o sangue em campo, metafórica e literalmente.

Por fim, sei que dizem que zagueiro tem que fazer cara feia e não pode chorar. Rodrigo, você pode chorar! Choremos juntos e ainda mais com as próximas conquistas. Obrigado Rodrigo Caio, e se possível, manda o endereço do condomínio que você aprendeu a jogar bola. Temos que procurar mais alguns Rodrigos Caios por lá. Nota: 10,0. Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian

Pablo Marí: Gigante! Melhor adjetivo para a contratação do zagueirão espanhol não há. Chegou em meio aos jogos decisivos e como batismo precisou encarar nada menos que o jogo mais importante do ano até ali, a partida de volta, num Maraca abarrotado, contra o Emelec. Entrou em campo, ficou impressionado com a magnética e a recíproca foi verdadeira, pois a cada jogo o seu futebol crescia junto com o da equipe. Ao lado de Rodrigo Caio fez o torcedor rubro-negro, órfão desde a aposentadoria do Magro de Aço, voltar a sorrir ao olhar para sua zaga. Contra o River, posicionamento perfeito nas bolas áreas e ótimas coberturas nos espaços deixados pelas subidas de Filipe Luís. Partida do tamanho do adjetivo usado para a sua contratação aqui nesta minha análise. Nota: 9,0. Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_

Filipe Luís: Não esteve em uma boa tarde o nosso craque da lateral-esquerda, apesar da costumeira elegância e classe, não foi o jogador que fez a diferença como em outras vezes. Na saída de bola esteve muito marcado e não conseguiu dar fluidez ao jogo pelo seu lado, na marcação apesar de alguns vacilos, foi bem. Não conseguiu ajudar o ataque como normalmente faz de forma inteligente, seja pelo meio ou pelo lado do campo.

Apesar disso tudo, o nosso craque da lateral-esquerda foi importantíssimo no título, as atuações na quartas de final e nas semifinais foram de fundamental importância e ajudou muito para chegada a Lima, em um jogo que conquistamos o nosso maior título dos últimos 37 anos. Por enquanto (sim, ainda tem o Mundial), não posso dar outra nota ao nosso lateral que joga de terno que não seja a máxima. Nota: 10,0. Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

Willian Arão: Vacilou no gol do River, pareceu como todo o time pressionado pela história e a esperança de toda a Nação. Tentou manter o nível dos outros jogos mas o River pressionou a marcação e dificultou muito o jogo. Nota: 6,0. Por Ricardo Bitencourt – Instagram:@drbitenco

Vitinho: Entrou faltando pouco tempo. Nota: 5,0. Por Ricardo Bitencourt – Instagram:@drbitenco

Gerson: O menino preto e pobre de Belford Roxo venceu. O menino que nasceu em 97, cresceu vendo a pior era na história do Flamengo.

O menino rubro-negro acabou virando uma talentosa promessa do rival tricolor e ainda como menino rumou à Europa. No Velho Continente virou homem e como tal decidiu seu destino. “Eu quero jogar no meu time, o Flamengo, para realizar meu sonho e colocar meu nome na história”.

Então o homem voltou e tornou-se o Coringa do Flamengo. Na histórica final, diante do histórico River Plate de Gallardo, Gerson foi o homem do meio campo rubro-negro que funcionou no primeiro tempo. Marcado ou livre, sempre buscou a melhor jogada, sem afobação ou medo de perder a bola. Falar que não teve dificuldade diante da marcação argentina seria tapar o sol com a peneira, mas Gerson fez sua parte. Muitas vezes ficou sem opção para sair jogando, no entanto foi o único jogador do Flamengo que conseguiu segurar a bola – um pouco de calmaria no mar revolto que foi o meio-campo dessa final. Já sem a bola deixou um pouco a desejar, demonstrando uma certa desatenção e dando espaço para a criação do River pelo lado direito.

Gerson voltou homem, mas ainda tem o que evoluir como jogador. Ele sabe disso, o mundo sabe disso, e agora resta nossa torcida para que não seja vendido. Afinal de contas, ainda há sonhos para Gerson realizar com o Manto. Saiu na primeira metade do segundo tempo após uma disputar uma dividida e sofrer uma lesão muscular. Nota: 9,0. Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

Diego Ribas: Se Gerson está em plena ascensão, Diego vive o outro lado da moeda, pois o tempo passa para todos.

No Flamengo desde 2016, muitos atrelavam a imagem e discurso do meia ao seguidos insucessos do time da Gávea nos últimos anos. Contratado para ser um regente da equipe, no Flamengo de Jesus perdeu espaço para a vitalidade e talento de Gerson, mas diante do River mostrou que não é a toa que desde sua chegada é tratado pelos próprios jogadores como o líder do elenco. A experiência de sobra fez o meia conseguir segurar a bola no setor de criação e o Mais Querido se transformou em campo. Não foi senhor absoluto da partida, pois o River ainda assustava nos contra-ataques, mas o que antes era um jogo de tentativas de ambos os lados, agora era o Flamengo atacando e o adversário tentando revidar. No momento do lançamento para Gabriel brigar com a zaga e decretar o título do Mais Querido, Diego chutou não só a bola, mas também a pretensa fama de pipoqueiro, de jogador marqueteiro e qualquer outra crítica do tipo.

Diego buscou a bola como sempre buscou desde que chegou ao Flamengo. Depois da partida, deu entrevista como sempre deu, independente de vitórias e derrotas. Independente do tempo, esquema, técnico, ambiente, Diego estava lá e na final da Libertadores 2019, Diego estava lá para jogar por nós.

Ainda bem. Nota: 10,0. Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

Everton Ribeiro: Primeiro tempo bem apagado, o que representou bem a falta de sintonia e atenção do time do Flamengo. No segundo tempo, a entrada de Diego deu mais espaço pro pai de Baby Guto, que cresceu e começou a incomodar o River. E como já foi dito aqui: Se Ribeiro vai bem, o time joga bem. A virada veio sem influência direta de seus pés, mas com méritos de toda equipe. Nota: 8,0. Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

Arrascaeta: Assim como todo o time, fez um primeiro tempo para esquecer. Ficou muito preso na boa marcação do River, começou o jogo pela direita, e não foi bem, no segundo tempo voltou a jogar pela esquerda e melhorou um pouco, e teve mais espaço pra poder jogar. Muitos não percebem o quanto é um jogador que pressiona para tentar roubar a bola, na jogada do primeiro gol é o exemplo de quanto é disciplinada taticamente. Assim, como em varios jogos, foi decisivo ao dar um passe para o primeiro gol, que não era tão fácil assim. Um jogador diferenciado, craque, um falso lento espetacular. Nota: 8,0. Por Sérgio Ribeiro Twitter: @sergioribeiro04

Bruno Henrique: É o meu guri.

“Quando, seu moço, nasceu meu rebento, chamado Bruno Henrique, não era o momento dele rebentar. Já foi nascendo com cara de fome e eu não tinha nem nome pra lhe dar”

Só que acontece que o meu guri foi crescendo e seu avô falou que ele ia arrebentar. Sem muita cerimônia, ele disse, estamos em outro patamar. Olha aí, olha aí, Bruno Henrique é o meu guri!!

Esse papai do céu apontou o dedo e disse que seria o cara que ia conduzir toda uma Nação pelo deserto no sonho de encontrar a terra prometida. E ele cumpriu a odisseia. Não só nos trouxe a terra prometida com a ajuda do “anjo” Gabriel e dos arcanjos Arrascaeta, Caio, Gerson, Rafinha , Diegos e Filipe Luís, como ainda nos trouxe alguns mimos a mais como Carioca e Brasileirão. Mas, tudo isso só foi possível porque Jesus está no poder. Escolhido com justiça como o craque da Libertadores, Bruno Henrique sintetiza as qualidades de vários heróis em um corpo só. A velocidade do Flash, a força do Hulk, a agilidade do Homem Aranha e a inteligência futebolística do Homem de Ferro. Bruno Henrique, você é um dos heróis da Nação. Obrigado pelo grande ano e pelas conquistas que todos nós conseguimos!!! Nota: 10,0. Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

Gabigol: “Não é mole não, o Gabigol é do Mengão, camisa 9 é o craque, é o moleque da nação.”

Há quem diga que nosso menino não fez nada até os 43 minutos do segundo tempo. Eu prefiro dizer que ele fez o que precisava ser feito, no tempo em que precisávamos.

O moleque tem nosso DNA, mostrou estar comprometido com a importância do jogo, se conteve em momentos que certamente explodiria, foi debochado como gostamos em outros momentos e decisivo quando precisamos! Se fez cumprir a profecia de que seríamos felizes! Nota: 10,0. Por Caroline Menezes – Twitter @kaka_menezes07

Jorge Jesus: Eis que Jesus veio para libertar seu povo. Assim podemos resumir o feito do português mais brasileiro de todos nesse final de semana.

Com uma essência pessoal única e uma amostragem muito grande de conhecimento no que se propõe a fazer, o treinador foi a cara das conquistas rubro-negras. No sábado demonstrou mais uma vez como o seu vestiário é forte durante o intervalo.

Depois de um primeiro tempo muito difícil para o Flamengo, onde o adversário poderia ter saído de campo com uma vantagem até maior devido os erros individuais dos jogadores em campo, JJ deu ao time outra cara na segunda parte. A partir da primeira substituição, apesar de forçada, o técnico mudou a forma de jogo da equipe, levando à uma maior eficácia nas jogadas em campo. O resultado final fez justiça ao trabalho desempenhado durante os cinco meses no Brasil.

No domingo vimos outro lado do mister durante a comemoração no centro do Rio: cantor, zoeiro, dançarino de funk (quem diria) e irmão do peito de Rodinei. Além disso, vimos o treinador comandar no mesmo dia o título do brasileiro, onde o time entrou em campo de ônibus, bêbado e mesmo assim foi campeão.

Conquistar os dois títulos em pouco tempo, o fez entrar para a história e, pra quem ainda discorda, depois do título mundial não haverá mais dúvidas: será o maior treinador da história do Maior do Mundo.

Só nos resta aplaudir e agradecer tudo que JJ fez por nós, o nosso libertador. Tomara que permaneça no clube e faça história mais uma vez, pois até cidadão honorário da cidade do Rio de Janeiro ele já é, isso oficialmente, por que pra nós ele é cidadão brasileiro, é cidadão sul-americano e ainda será cidadão mundial. Nota: 10,0. Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque

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