Estácio de Sá vai reeditar homenagem ao Flamengo, mas com alterações; entenda e ouça o novo samba

Campeã em 1992, a escola vermelha e branca aposta na força do samba histórico para voltar ao Grupo Especial, após o rebaixamento em 2020

MRN Informação | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

A Estácio de Sá divulgou nesta segunda-feira (19) que vai reeditar o enredo de 1995, em homenagem ao centenário do Flamengo, para o próximo carnaval. O anúncio foi feito na quadra da escola e com a presença do presidente do clube, Rodolfo Landim. Com o título à época de “Uma vez Flamengo…”, foi provisoriamente chamado de “Cobra coral, papagaio vintém, #Vesti rubro-negro, não tem pra ninguém”, em alusão ao refrão do samba. Porém, o tema que será desenvolvido pelos carnavalescos Wagner Gonçalves e Mauro Leite, sofrerá alterações para estar atualizado após 25 anos do seu desfile original

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A informação foi veiculada antes pela jornalista Fábia Oliveira no Jornal O Dia, mas depois confirmada pela agremiação. Com a confirmação, o samba já regravado pelo intérprete atual, Serginho do Porto, também foi divulgado pela Estácio. Por conta da necessária atualização, a letra sofreu alterações, bem como o enredo na Avenida também terá mudanças.

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Como o enredo original homenageava o centenário, os versos finais “Parabéns pra essa galera/100 anos de primavera” foi modificado para “Parabéns pra essa galera/campeão da nova era”. A troca tem a ver com a adequação para os jurados, já que o desenvolvimento fiel ao de 1995 poderia sofrer descontos de pontos dos jurados. E faz menção aos títulos recentes e o time de 2019, apelidado de “outro patamar” por Bruno Henrique.

OUÇA O SAMBA DA ESTÁCIO DE SÁ PARA O PRÓXIMO CARNAVAL EM HOMENAGEM AO FLAMENGO

De 1995 ao próximo carnaval: as muitas mudanças após 25 anos

O desfile da Estácio de Sá em 1995 foi desenvolvido pelo carnavalesco Mário Borriello, campeão dois anos antes com “Peguei um Ita no Norte”, o famoso “Explode Coração”, do Acadêmicos do Salgueiro. Cercada por expectativas, a vermelho e branco, à época, vivia um momento de grande euforia. Em 1992 conquistara o seu primeiro e único título no Grupo Especial, o famoso “Paulicéia Desvairada”, e era uma das mais populares da cidade.

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Repleta de nomes de peso, como Mestre Ciça na bateria, o intérprete Dominguinhos do Estácio e o casal Claudinho e Selminha Sorriso como mestre-sala e porta-bandeira, a Estácio foi a segunda a desfilar na segunda-feira de Carnaval. Diversas personalidades ligadas ao Flamengo participaram, como o então técnico Vanderlei Luxemburgo, Zico, Júnior e o chamado “Melhor Ataque do Mundo”, Romário, Sávio e Edmundo. O samba, muito popular e que tinha entre os autores o famoso David Corrêa, virou coqueluche.

Entretanto, assim como o ano do centenário do Rubro-Negro, a escola não conseguiu conquistar o título e obteve apenas a sétima colocação na apuração e com uma apresentação abaixo do esperado. Porém, até hoje, é o enredo com melhor colocação em homenagem a um time de futebol no Rio. A Unidos da Tijuca foi rebaixada em 1998 com “De Gama a Vasco, a Epopéia da Tijuca”, sobre o Vasco da Gama, e a Acadêmicos da Rocinha apenas a décima colocada, uma acima do rebaixamento, com “Nas Asas da Realização, Entre Glórias e Tradições, a Rocinha Faz a Festa Dos 100 Anos de Campeão”, celebrando o Fluminense.

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No ano seguinte, a Estácio perdeu sua quadra para a construção do Teleporto, projetos imobiliários que visavam ampla infra-estrutura de telecomunicações na região central do Rio de Janeiro. Por causa disso, a agremiação passou a ter muitos problemas financeiros e que culminaram com o seu rebaixamento em 1997. Retornando apenas em 2007 para o Grupo Especial, voltou ao Acesso no ano seguinte. Campeã da Série A em 2015 e 2019, desde então tenta voltar aos seu tempos de glória.

O carnaval de 2021 ainda é incerto por conta da pandemia do novo coronavírus. Mas a Estácio de Sá aposta novamente na força do samba, agora com também o novo momento do Flamengo, para retornar ao Grupo Especial. O carnavalesco Wágner Gonçalves já foi campeão com a Inocentes de Belford Roxo em 2012, com o enredo “Corumbá – Ópera Tupi Guaikuru”.

*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação 

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