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Outros jogadores também se pronunciaram, mas Everton Ribeiro se destacou por desejar atuar mais firmemente na pauta.

O meia capitão do Flamengo usou suas páginas para se posicionar sobre as pautas raciais, e abordou o assunto com o grupo AfroReggae, uma ONG baseada no Rio de Janeiro, que promove ações de cunho social, artístico, educacional da cultura afro-brasileira desde 1993.

Everton diz ter frequentado as favelas do Rio junto a ONG e percebeu que a imensa maioria da população negra ser moradora da região não era uma coincidência, e manteve contato com William Reis, coordenador do AfroReggae. O jogador reconheceu os privilégios de sua cor de pele, bem como a existência do racismo estrutural excludente, que segrega nas universidades e no mercado de trabalho, e que também é fatal para a comunidade negra.

O jogador se dispôs a buscar mais conhecimento para o assunto e a usar sua influência para ceder espaço as pessoas negras nessa luta pela igualdade. Everton relembrou ainda a triste estatística de que um negro morre a cada 23 minutos no Brasil, e finalizou sua publicação citando Angela Davis, importante filósofa americana que se destaca na luta contra a discriminação racial.

A demonstração de empatia de Everton Ribeiro vai de encontro com o silêncio de outros jogadores, como Neymar, que foi cobrado nas redes sociais e chegou a ironizar as críticas de Felipe Neto. Nos EUA, onde os protestos pela morte de George Floyd são diários, vários atletas profissionais também se posicionaram, como Karl-Anthony Towns e LeBron James da NBA.

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