Ex-Flamengo detona declarações de Jorge Jesus e faz previsão pessimista para o Brasil

O ex-jogador do Flamengo e comentarista Denílson detonou as declarações de Jorge Jesus sobre ter ajudado o futebol brasileiro. De acordo com o ex-craque, a mentalidade muito tática já existia no Brasil. Para ele, pode ser que a Seleção nunca mais ganhe nada justamente por isso. As afirmações foram nesta quarta (13), no Jogo Aberto, da Band.

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Segundo Denílson, Jorge Jesus de fato contribuiu para o ótimo futebol apresentado pelo Flamengo em 2019. Mas em tom irônico, rebateu as falas do treinador:

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“O Jorge Jesus inventou a bola. Inventou o futebol brasileiro. Pelo amor de Deus. Ajuda nós aí. Gratidão também é importante”, disparou.

No entanto, discordou de que tenha sido o técnico lusitano quem implantou ideias táticas sem a posse da bola:

“Ele (Jorge Jesus) tem méritos, fez o Flamengo jogar um futebol muito vistoso, conquistou Brasileiro, Libertadores e deixou um legado. Ponto. Agora falar que trouxe a ideia de jogar sem a bola eu discordo totalmente. Aliás o Brasil mudou muito e pode ser que a gente não ganhe mais nada porque está pensando muito em jogar sem a bola”, disse o ex-jogador do Flamengo nos anos 2000.

Renata Fan, apresentadora do programa, concordou com Denílson. E lembrou dos 19 anos sem títulos do Brasil:

“O Brasil tem que refletir porque não é protagonista e não ganha uma Copa desde 2002. Acho que precisa aflorar mais este talento desde a base”, concluiu Renata, sem mencionar Jorge Jesus.

Entenda as declarações de Jorge Jesus

Em palestra de um evento sobre gestão esportiva, o técnico Jorge Jesus afirmou que ajudou numa mudança de entendimento no futebol brasileiro sem a posse da bola. De acordo com ele, seu legado no Flamengo foi além das taças que conquistou.

Para o Mister, a visão sobre um futebol mais moderno foi um dos seus feitos no país:

“O jogador brasileiro, quando tem a posse de bola, não se preocupa. Ele sabe conviver com a bola, independente do fato de ter um, dois ou três jogadores marcando. O convívio com a bola sempre foi mais importante que outros aspectos do jogo. Mas é preciso saber jogar sem a bola. Os jogadores brasileiros não conheciam tão bem o jogo sem bola. Que a tática é tão importante quanto a parte técnica. Foi preciso muito trabalho para fazê-los entender. Sem vaidade, isso começou a mudar depois da nossa passagem pelo Brasil”, disse na palestra.

Entretanto, ao contrário do que afirmou Denílson, não questionou jogar com a posse da bola e baseado na qualidade técnica:

“No Brasil tem mais espaço, mas isso está mudando com o tempo. Já não há mais apenas só o posicionamento tático, há muita pressão sobre quem tem a bola, mas com pegada ou não os jogadores brasileiros têm muito talento individual. E as vezes não há tática que resista ao talento individual”, elogiou.

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