Ex-presidentes do Flamengo emitem nota defendendo Bandeira de Mello no caso do Ninho do Urubu; leia

Bruno Guedes
Jornalista e Historiador, é apaixonado por futebol bem jogado. Já atuou na Rádio Roquette Pinto e como colunista no Goal.com. Siga no Twitter: @EuBrguedes

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MRN Informação | Bruno Guedes – Os ex-presidentes do Flamengo Marcio Braga, Luiz Augusto Veloso, Kleber Leite, Hélio Ferraz, George Helal e Eduardo Motta emitiram uma nota na noite desta quarta-feira, 3, em defesa de Bandeira de Mello. O ex-mandatário foi indiciado em janeiro de 2021 pelo acidente no Ninho do Urubu, ocorrido há dois anos.

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De acordo com a carta de solidariedade, assim chamada no título, a “ação passa ao largo do corporativismo” e dizem ser “injustiça” que um presidente seja responsável por todas as ações na entidade.

Os ex-dirigentes lembram que abaixo do presidente “há os diretores e abaixo deles, gerentes e funcionários”. Portanto, seria inviável um mandatário de um clube do tamanho do Flamengo estar “no dia a dia” e ciente de “todos os departamentos”.

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Eduardo Bandeira de Mello e os demais denunciados irão responder pelo crime de incêndio culposo qualificado. Os réus ainda serão enquadrados no artigo 250, §2º, c/c art. 258, do Código Penal, com penas de detenção, de 1 ano e 4 meses a 4 anos, com aumento de pena de um sexto até a metade, em razão do concurso formal.

LEIA A NOTA DOS EX-PRESIDENTES DO FLAMENGO NA ÍNTEGRA

NOTA DE SOLIDARIEDADE

Os ex-presidentes do Clube de Regatas do Flamengo, abaixo assinados, vêm através desta, manifestar estranheza pelo fato de o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, ter se tomado réu no triste episódio, de amplo domínio público, no centro de treinamento George Helal, mais conhecido como Ninho do Urubu.

A nossa ação passa ao largo do corporativismo. Aqui estamos motivados pelo sentimento de justiça, pois pelo fato de já termos desempenhado esta mesma função, sabemos que, embora seja o regime presidencialista, nem tudo que ocorre é de conhecimento do Presidente do clube.

O nosso estatuto, pela grandeza do Flamengo, que tem orçamento superior a muitos municípios brasileiros, prevê uma divisão de responsabilidades, onde cada setor do clube tem um vice-presidente que, em última análise, é o presidente do referido setor. Logo em seguida, há os diretores e abaixo deles, gerentes e funcionários.

Compete ao presidente os assuntos institucionais de relevância, enquanto que, cada área, através do seu vice-presidente, gerentes e funcionários, tem sua vida própria.

Jamais cada um de nós teve interferência ou participação direta no dia a dia de todos os departamentos. Não é da alçada do presidente do clube verificar item a item o andamento logístico do clube. Aliás, seria impossível, dada a grandeza do Flamengo.

Em linguagem popular, seria exigir que o presidente batesse o corner, corresse para cabecear e, tendo ainda a obrigação de fazer o gol.

Impossível e, desumano.

Embora ainda impactados e com nossos corações partidos pelos nossos meninos do Ninho, não podemos cruzar os braços e assistir de camarote tamanha injustiça.

Este indiciamento tem como base o desconhecimento do estatuto que rege a vida de um grande clube. Por uma questão de justiça, urge imediata reflexão por quem de direito.

Rio de Janeiro, 03 de Março de 2021

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