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Em um relatório enviado a sócios hoje, a Vice-Presidência Financeira do Flamengo detalha as receitas totais do clube em 2019. Segundo o documento, o Flamengo arrecadou R$ 939 milhões em 2019, um aumento de quase 73% em relação aos R$ 543 milhões de receita operacional em 2018, praticamente dobrando o lucro operacional.

O maior aumento foi no repasse de direitos federativos, que saltou de R$ 64 milhões para R$ 299 milhões, passando de quarta para segunda maior receita do clube no ano, atrás apenas dos direitos de transmissão (que subiram de R$ 236 milhões para R$ 337 milhões).

A arrecadação com bilheteria e o programa de sócio-torcedor registrou um aumento de R$ 80 milhões (passou de R$ 93 milhões para R$ 173 milhões). Já o valor arrecadado com patrocínios e licenciamentos foi o único a cair, de R$ 118 milhões para R$ 106 milhões.

O relatório da Vice-Presidência de Futebol é mais específico na divisão de receitas nessas cifras. A bilheteria teve um aumento de mais de 250% na receita líquida com o clube assumindo a co-gestão do Maracanã e a nova política de preços: o Flamengo ficou com 42,1% do arrecadado com os ingressos, contra apenas 6% em 2018. Em números absolutos, isso significa um avanço de R$ 6 milhões para R$ 48 milhões.

Já o patrocínio do futebol teve um recuo de R$ 90 milhões para R$ 67 milhões, enquanto a arrecadação com o programa de ST aumentou de R$ 48 milhões para R$ 62 milhões.

O aumento da arrecadação permitiu que o clube quase dobrasse o investimento na aquisição de direitos econômicos de novos jogadores – passou de R$ 120 milhões para R$ 234 milhões – e ainda assim aumentasse em 85% seu lucro operacional antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (que passou de R$ 155 milhões para R$ 287 milhões).

(Crédito da imagem principal: Alexandre Vidal, Marcelo Cortes e Paula Reis/Flamengo/Divulgação)

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