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O Flamengo parece mesmo estar em uma escalada inevitável, inexorável e imponente rumo ao topo da América do Sul. Que venha o Grêmio!

A torcida do Flamengo esperou 35 anos para comemorar este momento: o Mais Querido do Brasil está de volta a uma fase semifinal da Libertadores da América. Depois de um primeiro tempo sem gols e com domínio do Fla, o segundo tempo foi mais tenso, com o Colorado saindo na frente aos 16′, gol de Rodrigo Lindoso.

A temperatura, a pressão e o receio do torcedor foram a pino. Alguns traumas do passado começaram a assombrar. Porém, este Flamengo é diferente de tudo que a gente já viu nos últimos tempos. Segurou o ímpeto do Internacional e esperou a bola do jogo. E ela veio aos 39′. Final de jogo no Beira-Rio, o Flamengo de Jorge Jesus, de Deus e do Povo nos concedeu uma alegria sumida há três décadas e meia. É um dia histórico.

Primeiro tempo

Como isso aqui é Flamengo, não poderia ser sem sofrimento. Depois de um primeiro tempo de almanaque, onde o escrete comandado pelo português Jorge Jesus finalizou mais que o dono da casa. Duas dessas finalizações foram chances incríveis perdidas por Gabriel Barbosa, uma logo no primeiro minuto e a outra aos 43′, em ambas o artilheiro ficou frente a frente com Marcelo Lomba. Com o placar inalterado e 45 minutos a menos rumo à próxima etapa da Conmebol Libertadores 2019.

Números da etapa inicial

Internacional x Flamengo
Posse de bola: 52 x 48%
Finalizações: 6 x 9
Chances reais de gol: 1 x 5
Bolas levantadas: 11 x 9
Faltas cometidas: 8 x 6
Passes errados: 11 x 17
Desarmes: 13 x 21
Roubadas de bola: 5 x 8
Mais finalizações: Rafael Sobis e Gabigol (3)
Mais roubadas de bola: Rafinha, Filipe Luís e Cuéllar (2)
Mais desarmes: Rodrigo Caio (6)
Mais faltas recebidas: D’Alessandro, Diego Alves e Bruno Henrique (2)
Mais faltas cometidas: Rafael Sobis (3)
Defesas difíceis: Marcelo Lomba (3)

Fonte: GloboEsporte.com

Segundo Tempo

A estratégia rubro-negra para a etapa final foi diminuir a velocidade do jogo. Parecia também um tanto desgastado físico e mentalmente. Acabou perdendo imposição e o adversário cresceu. Foi pra cima. O Flamengo não vencia mais os duelos.

Apesar disso, o Inter não conseguia criar ou elaborar jogadas que causassem temor para a zaga e o sistema defensivo cada vez mais ajustado de Jesus. Uma falta na lateral direita, aos 16′, mudaria o panorama modorrento. A falta bem batida por D’Alessandro encontrou Lindoso. O repeteco do lance não parecia dar esperança que o VAR o anularia. O gol foi legal, Lindoso não estava impedido e não houve falta na jogada.

Ficou difícil não apenas temer pela classificação. Um filme de vexames passou pela memória de todo mulambo que assistia o jogo no mundo, da FlaUSA, passando pela FlaLisboa, Flacaju, Fla Amapá, Fla Bahia, FlaBH e até o rubro-negro acordado na madrugada da Polônia.

Não aconteceu. Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Marí, Filipe Luís (Renê), Cuéllar (Piris da Motta), Gerson, Everton Ribeiro (Berrío), Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol nos levaram mais longe dessa vez.

Quando Bruno Henrique avançou com apenas Edenilson representando a defesa do Internacional. Todo rubro-negro vivo, adoentado ou morto, gritou para que o camisa 27 tocasse para o 9. Ele não perderia dessa vez. Gabriel Barbosa, Gabigol. Artilheiro do Flamengo na temporada. Empatou ao 39′. O jogo foi ate os 53′.

Nem precisava. Calada a torcida colorada no Beira-Rio. Em êxtase, gritando olé, os cerca de 2.500 rubro-negros no estádio do rival a ostentarem o orgulho de fazer parte da Nação em sua escalada inevitável, inexorável e imponente rumo ao topo da América do Sul. Que venha o Grêmio de Renato Gaúcho.

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