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Um gigante em silêncio, uma nítida ausência de clima para futebol por causa do coronavírus e uma vitória trabalhosa.

Por Gugu Queirós – Twitter: @guguqueiros

Além das arquibancadas vazias por conta do coronavírus, o Flamengo entrou em campo contra a Portuguesa, com um ataque vago de resolução. Sem Gabigol na frente e Gerson no meio, o time se mostrou com poder de criação limitado com conclusões de pouco perigo.

Sem dúvida um estádio vazio não colabora para injeção de ânimo quando as jogadas não se definem. Mas a atmosfera da partida, muito em conta pela ameaça do COVID-19, foi de morosidade, mais parecendo um jogo-treino com direito a imagens pela FLA TV.

Na segunda parte o domínio do Flamengo se manteve, mas ainda sem objetividade. Por conta disso Pedro saiu para dar lugar a Michael, fazendo Bruno Henrique centralizar no ataque.

No entanto, a pressão rubro negra deu brecha para um contra-ataque que culminou na finalização de Maicon, que de fora da área e com liberdade para o chute, abriu ao placar aos 13′, com direito a desvio na zaga. Diego dá lugar a Vitinho, que assume a esquerda e inverte Michael. Arrascaeta e Everton Ribeiro fazem uma atuação abaixo do comum, e bolas levantadas para a área se mostraram ineficientes e até Bruno Henrique perde um gol feito.

E mesmo com pouca criatividade, Vitinho acha uma finalização pela ponta esquerda aos 43′, que depois de um desvio do zagueiro, balança as redes para o empate. O ânimo que não pôde vir das arquibancadas, veio do primeiro gol e dois minutos depois, Arrascaeta vira o placar.

A Portuguesa segurou o Flamengo por quase 90 minutos, mas a marcação de defesa cobra uma intensidade física difícil de manter. E tal como no místico Monumental de Lima, em três minutos o rubro negro fez sua vitória em um jogo que sequer deveria ter ocorrido, com uma atuação ruim e pior, sem plateia.

Imagem destacada no post: FlaTV/Reprodução
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