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A audiência de Flamengo x Boavista, pela Taça Rio, no Campeonato Carioca, chamou a atenção de Cesar Grafietti, especialista em Gestão e Finanças do Esporte

MRN Informação | Victor Gammaro – Twitter: @vgammaross

Em entrevista ao canal De Olho no Jogo, o economista comentou a exibição da partida transmitida pelo canal oficial do Flamengo no Youtube: “O jogo é um marco, ele atraiu muita gente. Bateu mais de 2,1 milhões de visualizações simultâneas”. Vale lembrar que a transmissão foi a maior já registrada na história de eventos esportivos na internet.

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Grafietti, entretanto, fez uma ressalva importante: “O jogo foi de graça, não tinha outro futebol transmitido para o Brasil todo, Conheço gente de São Paulo que assistiu ao jogo pois era de graça e queria ver o Flamengo jogar. Há uma guerra entre clube e Globo, gerou um interesse”, pontua.

Além disso, o especialista citou que a fórmula pode dar muito certo para o Flamengo, mas que outros times talvez não consigam tanto sucesso. “Não sei se vale pro Palmeiras, pro São Paulo, não sei se vão conseguir atrair tantos torcedores para as suas redes”, explica no vídeo.

Para assistir ao trecho em que Grafietti comenta sobre o assunto, clique abaixo:

Defendida pelo Flamengo, MP é “ação desesperada”

Em bate-papo recente com a equipe do MRN, Cesar Grafietti comentou a MP 984, que definiu novas regras para direitos de transmissão no futebol brasileiro. Enquanto estiver válida, a legislação diz que os clubes mandantes têm direito de transmitir suas partidas da maneira que acharem oportuno.

De acordo com o consultor, o assunto deveria ser amplamente conversado antes da edição da MP. “Houve total falta de debate sobre o tema. Trata-lo através de uma MP soa apenas uma ação desesperada atrás dos direitos do Campeonato Carioca. A renovação de contratos relevantes valerá apenas a partir de 2025. Não faz sentido levar isso à discussão desta forma”, criticou.

Um dos argumentos de Grafietti contra a MP é que a indústria do futebol brasileiro pode ficar ainda mais fragilizada. “A tendência é de que clubes de maior apelo terão suas 19 partidas vendidas, enquanto os demais terão demanda por algumas poucas. Mesmo a ideia de negociar em conjunto tem uma pegadinha, pois basta imaginar a diferença de capacidade de negociação dos quatro grandes de São Paulo em relação aos clubes do Nordeste. A diferença tende a ser ainda maior do que é hoje”, pontua.

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*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

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