Análise: Para tirar a cabeça da lua e colocar os pés no chão

Análise | Tática Didática — O Flamengo continua mostrando falhas individuais defensivas que interferem no rendimento do time com bola.

No jogo contra o Unión La Calera, nesta terça (11), Rogério Ceni fez mudanças pontuais no time e no posicionamento. Gabriel Batista substituiu Diego Alves ao invés de Hugo e Bruno Henrique atuou mais aberto pela esquerda procurando sempre a profundidade nas costas da defesa.

Se nos primeiros minutos o rubro-negro pôde mostrar o que estamos acostumados a ver, tudo foi por água abaixo com as falhas individuais nos dois gols. Isso dificultou naquilo que o time sabe de fazer melhor hoje: a troca de passe para envolver o adversário.

Com o Calera em bloco mais baixo, a dificuldade para penetrar foi muito maior já que não se tinha espaço para Bruno Henrique, nas costas da linha, e nem para Arrascaeta e Everton Ribeiro entre as linhas do time chileno.

No segundo tempo chamou atenção o “tudo ou nada” que Ceni propôs: Pedro no lugar de Gomes deixou o Flamengo em um 3-1-4-2 (escalação vem sendo recorrente por times que enfrentam adversários mais fechados). Assim, o rubro-negro conseguiu jogar o Calera mais para trás, porém sem efetividade dos outros jogos em que o time conseguiu “fazer fluir” com mais naturalidade.

O empate, no final das contas, foi um resultado bom (e nada mais) e as falhas defensivas (sejam elas individuais, setoriais, de encaixe, bola aérea etc) vêm fazendo com que o time de Ceni precise se desdobrar para ir atrás do resultado. Até agora vem dando certo, mas sabemos que no futebol a bola não bate e entra todo dia.

No vídeo abaixo, analisamos mais sobre o confronto entre Flamengo e La Calera. Assista e deixe sua opinião sobre o confronto.

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