Flamengo, patrocínio e política

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Ricardo Monteiro – Instagram: @ri.sobrinho

O quão nefasto pode ser uma manifestação de apoio político ou mesmo a simples cordialidade para com determinado posicionamento politico, seja ele de direita, de esquerda ou de centro.

Que estamos vivendo um Fla-Flu desde 2015 com o inicio do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, isso é fato.

A questão é que este Fla-Flu, como não poderia deixar de ser, chegou ao futebol. Afinal este, ainda que possa parecer, não é uma bolha dentro da sociedade. Muito pelo contrário, na maioria das vezes, reflete com exatidão as práticas da sociedade onde está inserido.

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É claro que o Estado Democrático em que vivemos permite o livre direito de manifestação a todos. A questão é: E se tal manifestação representar o apoio a práticas nefastas e combatidas nos dias atuais?

Essa questão se intensificou com o novo patrocínio do Flamengo – no caso as Lojas Havan. O que teria de mal o patrocínio de sobredita loja de varejo, que assim como tantas outras comercializa produtos para uma série de pessoas em vários estados do País, senão fosse o posicionamento politico do seu dono Sr. Luciano Hang?

Há pergunta a ser feita é: podemos separar o Sr. Luciano Hang e Havan? Acho que a equação não é simples, pois o mesmo se utiliza do dinheiro e capital politico conquistado através de sua loja para se autopromover.

Por outro lado, quantos não fizeram e fazem isso ao longo dos tempos e não foram ou são alvo de criticas? A Eletrobrás, uma empresa brasileira deficitária há anos, durante determinado período patrocinou clubes de futebol sabe-se lá como, mas suspeita-se.

havan flamengo lucas hang
Foto: Divulgação

Por que não se viu nas redes e grupos gritaria quando a Record do Bispo Edir Macedo comprou os direitos do Carioca e o SBT de Silvio Santos comprou os direitos da Taça Libertadores? Até onde se sabe os mesmos são apoiadores ou no mínimo simpatizantes do presidente assim como o Sr. Luciano Hang.

Diante desse cenário, o Flamengo não poderia assinar com a Record? Ou com o SBT? Deveria buscar uma plataforma diversa onde os donos não fossem simpatizantes do presidente, ou no mínimo que não se conhecesse seu posicionamento?

Acho que é querer ser mais realista que o rei e não encarar a realidade em que vivemos. O Brasil está dividido e boa parte do Capital e do “Mercado” apoia o presidente e sua gestão.

Desse modo, ou se rompe de vez com todos que apoiam o Governo Federal, ou não se pode fazer meias concessões, com vistas a criminalizar apenas um.

Assim, em que pese não termos o mesmo posicionamento politico do Sr. Hang, não creio que podemos misturar as coisas, pois desse modo só poderemos fazer negócio de hoje em diante com aqueles que pensam como nós.

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