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Luiz Eduardo Baptista teria sido um dos homens responsáveis pela saída de Pelaipe do Flamengo

Na última segunda-feira (6), o gerente de futebol do Flamengo, Paulo Pelaipe, foi avisado por um funcionário do RH que seu contrato não seria renovado e que sua saída do clube estava decretada. Um dos maiores responsáveis sobre a demissão do profissional que era o elo entre Jorge Jesus, jogadores e direção, seria o vice-presidente de relações externas, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. A informação foi divulgada em primeira mão pelo Globoesporte.com.

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QUEM É O BAP

Engenheiro civil graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Bap trabalhava na Sky desde 2003. Deixou a presidência da operadora no início de 2019, após 15 anos sendo um dos homens fortes.

Em 2006, conduziu a fusão entre a DirecTV e Sky, da qual resultou apenas a marca Sky. Não foi apenas no Flamengo que Bap demonstrou temperamento forte. O antigo mandatário da operadora comprou brigas públicas contra concorrentes no mercado e alguns canais, como a MTV Brasil, no ano de 2008.

Bap demonstrou sempre não ter papas na língua e costumava brigar muito por suas ideias. Sua característica demonstrava força e respeito em sua área, tanto é que em 2011 foi eleito o “CEO do Ano” pelo Grupo Padrão.

Em 2012, Luiz Eduardo Baptista foi um dos criadores do movimento da “Chapa Azul”, que coroou Eduardo Bandeira de Mello como presidente do Flamengo. Bap assumiu na época a função de vice-presidente de marketing.

Deixou o clube em fevereiro de 2015, alegando motivos pessoais a seus colegas de direção, gerando já na época, uma crise nos bastidores rubro-negro.

Em sua carta de despedida, Bap listou números e ações de sua gestão. A principal delas foi o programa de Sócio-Torcedor, que em sua saída tinha 54 mil associados com menos de três anos de duração. Além disso, ao término de sua carta, deixou um recado que pode servir como inspiração para que a crise não venha tumultuar o excelente 2020 que se desenhava para o torcedor do Flamengo no final de 2019: “Tudo pelo Flamengo, nada do Flamengo”. O rubro-negro quer que isso se aplique na prática, neste momento.

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