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Dois jogos no Carioca, dois jogos no vermelho. O borderô do clássico contra o Vasco registrou gastos de R$ 1.138.434,29 ante uma arrecadação de R$ 1.025.266, resultando em mais um prejuízo — total de R$ 113.168,29, R$56.584,15 para cada um dos times. O regulamento do Campeonato Carioca prevê que nos clássicos a renda seja dividida, independente do mando, que no caso deste jogo era do Vasco — que dificultou o acesso da torcida do Flamengo ao não realizar venda pela internet para os rubro-negros.

Já a Ferj, que tira sua porcentagem da renda bruta, e não da líquida, mais uma vez saiu lucrando: arrecadou R$ 81.247, 80. Em dois jogos do Flamengo no Campeonato, a federação acumulou um lucro de aproximadamente R$ 135 mil, enquanto o clube teve prejuízo somado de cerca de R$ 260 mil.

O prejuízo rubro-negro é amainado pelo fato de o time ser co-gestor do Maracanã e receber metade do aluguel de R$ 120 mil — embora a concessão do governo tenha colocado a disposição de que o aluguel do estádio é de R$ 90 mil por partida, taxa aplicada no ano passado, o regulamento do Carioca prevê esse valor maior para quem jogar no Maracanã. Depois da Ferj, portanto, quem mais saiu ganhando com os jogos do Flamengo no Maracanã até aqui foi o Fluminense, que não teve custos com as partidas e levou R$ 120 mil. A situação oposta, porém, deve ter ocorrido na partida de ontem entre Fluminense e Portuguesa — o borderô ainda não foi divulgado, mas o prejuízo do Fluminense é certo, enquanto o Flamengo levou R$ 60 mil limpos.

Além do aluguel e da mordida da Ferj, os principais custos registrados pelo borderô foram a despesa operacional do estádio (R$ 386.059,21) e o gasto com confecção e pré-venda de ingressos (R$ 109.269), valor elevado pela decisão do Vasco de só fazer venda física aos torcedores rubro-negros. O borderô ainda registra um custo de R$ 31 mil com captação de imagens para utilização do VAR — a federação teve que contratar uma empresa para fazer o serviço porque o Flamengo não tem contrato com a Globo.

Nos 24 jogos do Flamengo como mandante no Maracanã depois de assinar o contrato de gestão com o governo estadual, em abril de 2019, o Flamengo não tinha tido prejuízo nenhuma vez – pelo contrário, arrecadou, em média R$ 1,3 milhão.

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