Gerson vai até a delegacia e presta depoimento sobre caso de injúria racial

Denise Neves
Futebol e política se misturam sim. @eudeniseneves

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Gerson foi à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância nesta terça-feira, 22, para dar andamento ao processo de racismo envolvendo Ramírez e Mano Menezes

Gerson foi até à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância na manhã desta terça-feira, 22, para dar seu depoimento sobre o caso de injúria racial envolvendo o jogador Índio Ramírez e Mano Menezes durante a partida contra o Bahia no último domingo, 20, quando o rubro-negro venceu o tricolor de virada por 4 a 3 no Maracanã.

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A delegacia fica no Centro da Cidade do Rio de Janeiro. O jogador chegou ao local por volta das 10h da manhã, segundo informações divulgadas com exclusividade pelo Globo Esporte. De acordo com o atleta, Ramírez teria falado um “cala a boca, negro” em uma discussão durante a partida.

Ao reagir a ofensa de cunho racista, Gerson também bateu boca com o ex-técnico do Bahia, Mano Menezes, que teria acusado o jogador de “estar de malandragem” e completado ainda dizendo “tem que tomar bico do Daniel Alves mesmo que é mais malandro que tu”. O vídeo com os áudios das falas do treinador pode ser assistido aqui. Após o episódio e depois de acumular seis derrotas consecutivas, Mano Menezes foi demitido do tricolor. Ramírez foi afastado.

O caso de racismo sofrido por Gerson ganhou repercussão no mundo do futebol e diversos jogadores e clubes do Brasil à Europa se pronunciaram em manifestação de apoio ao coringa do Flamengo. Na última segunda-feira, 21, Ramírez fez um pronunciamento oficial em vídeo sobre o caso, e negou as acusações de Gerson:

“Em nenhum fui racista com nenhum dos jogadores, nem com Gerson, nem com qualquer outra pessoa. Acontece que quando fizemos o segundo gol botamos a bola no meio do campo para sair rapidamente e o Bruno Henrique finge e eu arranco a correr e eu digo a Bruno que ‘jogue rápido, por favor’, ‘vamos irmão, jogar sério’. Aí ele joga a bola para trás e Gerson, não sei o que me fala, me diz algo, mas eu não compreendo muito o português. Então eu não compreendi o que me disse e falei ‘joga rápido, irmão’.

Passei a bola e não sei o que ele entendeu, jogou a bola e veio a me perseguir e eu sem saber o que acontecia, eu olhei por detrás porque não queria entrar em briga com nada e depois ele sai a falar que eu tratei ele de ‘cala a boca, negro’ falando português, quando eu realmente não falo português, estou há um mês no Brasil e sobre eu ser racista, não estou de acordo porque isso não é bom em nenhuma parte do mundo, somos todos iguais e em nenhum momento eu falei isso, muito menos uma palavra tão má como essa”, afirmou.

Assista ao vídeo na íntegra:

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