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A certeza de que o Rubro-Negro carimbou mais uma vez sua marca como um dos maiores clubes do planeta bola!

Como sentimentos atravessam países e continentes através desse esporte centenário é difícil de explicar.

A tensão antes do nosso time entrar em campo em definitivo para o jogo mais importante desse milênio, aliada a uma certa sensação de familiaridade, foi impressionante. Em pleno Oriente Médio ouvir a Nação cantando o que nos acostumamos a ouvir e cantar nessa temporada mágica foi de emocionar.

Mas é uma final de mundial! E os minutos iniciais de reconhecimento pareceram uma eternidade, com a zaga cedendo uma bola na cara de Diego Alves logo no início, e apresentando um dos trunfos desse ataque britânico: as bolas enfiadas nas costas dos zagueiros.

Mas o Flamengo, diferente do que foi contra o Al-Hilal, não tardou pra encontrar seu padrão 2019. Maturidade no domínio e toque de bola, com alguns erros, mas ainda assim demonstrando segurança diante dos ingleses.

Mas cabe destacar o contra-ataque cedido de um escanteio curto. O Liverpool pareceu multiplicar o número de jogadores em campo nesse momento, mas uma zaga mais firme e uma boa atuação de Rodrigo Caio fizeram a diferença na primeira etapa.

No segundo tempo uma mudança de dinâmica marcou todo os 45 minutos. O Liverpool intensificou o ataque e o Flamengo diminui muito sua posse, e as substituições nada eficientes minaram a boa postura do Rubro-Negro. Uma bola na trave de Firmino e um pênalti revisado foram o auge dessa etapa ainda mais tensa que a primeira. 0x0.

Prorrogação, e em uma falha da zaga a bola sobra para Firmino, que dribla Rodrigo Caio e mete para o gol. Mais alguns minutos ainda tensos e fim da partida.

Leia mais: Como era o mundo quando o Flamengo foi campeão Mundial

Mas em um jogo quente o Flamengo mostrou um pé de igual para o maior time do momento. Bastou deixar de ser o time com boa armação de bola com Everton Ribeiro e Arrascaeta para o meio campo ser afetado. Não que Diego tenha jogado mal, mas não era o momento certo. Vitinho mostrou sua irregularidade de sempre.

Todavia, depois de temporadas ruins com elencos sofríveis, dignos de série B, seria ingratidão só criticar negativamente por esse resultado final. De novo, foi um ano mágico.

Qual sentimento que atravessou países e continentes? Principalmente o de orgulho. E a certeza de que o Rubro-Negro carimbou mais uma vez sua marca como um dos maiores clubes do planeta bola!

SRN.

Gugu Queirós é cearense, historiador e mestrando em Comunicação. Twitter: @guguqueiros

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