Gustagol abre as portas para o Flamengo: ‘Não tem muito o que pensar’

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MRN Informação | Yago Martins — Atualmente jogador do Jeonbuk Motors, da Coreia do Sul, o centroavante Gustagol revelou em entrevista ao portal Goal que não tem planos imediatos para retornar ao futebol brasileiro. No entanto, caso viesse uma proposta do Flamengo de Rogério Ceni (técnico com quem brilhou no Fortaleza) aceitaria voltar ao seu país.

 “Claro, né, velho, não tem muito o que pensar (se voltaria ao Brasil para jogar no Flamengo, caso Ceni chamasse). Jogador é lembrado por título e o Flamengo tem um time muito bom,  excelente treinador e jogadores de alto nível. Se continuar desse jeito vai continuar conquistando muitos títulos ainda“.

Mas logo em seguida, o artilheiro de 27 anos ressaltou que uma negociação seria difícil de acontecer, já que o Rubro-Negro conta com Gabigol e Pedro na posição.

Sei que isso não vai acontecer porque os dois são fantásticos. São dois caras de características diferentes e muito bons. O Gabi, o Gabigol, um 9 de muita movimentação, e o Pedro que é mais de área. Para felicidade do Rogério, os dois vivem um grande momento“, ponderou.

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Relação de Gustagol com Rogério Ceni

“A confiança que o treinador me passou. Jogador confiante é outra coisa. Você com a bola no pé querer arriscar e não ter medo de errar. Saber que vai estar tudo bem. Tinha essa confiança do Rogério Ceni. Tive sequência e os jogadores confiavam em mim. A bola chegava toda hora, porque sabiam que a fase era tão boa que de uma ou duas que eu finalizasse seria gol”.

Em outro ponto da conversa, o atleta revelou como Rogério o convenceu a acertar com o clube nordestino. Pelo Fortaleza, Gustagol marcou 30 vezes em 45 jogos e foi o artilheiro do Brasil em 2017.

“Quando o Rogério Ceni me ligou falando que queria minha contratação disse que eu ia ser o 9 dele e que o time ia jogar para o camisa 9, para fazer a bola chegar no camisa 9, que meu estilo encaixava direitinho no estilo de jogo dele. Fui bem sincero e falei que meu único pedido era para ter sequência, porque em todos os lugares em que tive sequência consegui fazer um bom trabalho. Ele cumpriu a promessa dele, e eu também consegui fazer um bom trabalho”.

Rogério nos treinamentos

Por fim, Gustavo disse que Ceni é um técnico que faz fortes cobranças no dia a dia, acrescentando que sua maior referência é Telê Santana.

“Ele é muito exigente no dia de trabalho. Ele falava que pegou um pouco de cada coisa de cada treinador com quem ele trabalhou e com quem ele aprendeu muito foi o Telê que dava muita dura nele. No começo da carreira o Telê deu muito esporro nele para aprender, e disse que isso ajudava ele. E quando ele nos dava esporro não era para levar para o coração e sim como ensinamento para vida. Dependendo do dia ficava bem chateado (com as broncas), mas até um ficava zoando o outro por isso no dia a dia. Ele era exigente naquela 1h30 ou 2h de trabalho, mas depois que terminava era uma pessoa maravilhosa, um coração gigante e só tenho a agradecer por tudo o que ele fez”, concluiu.

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