Hugo Souza fala sobre aprendizado com titularidade no Flamengo e dispara: ‘Quero ganhar mais títulos’

MRN Informação | Leandro Chagas  Figura importante na campanha do Octa, Hugo Souza colocou para sempre seu nome na história do Flamengo ao se tornar o goleiro mais jovem a conquistar o título do Brasileirão pelo clube. Em entrevista ao site “Lance!”, o camisa 45 analisou seus erros e acertos, falando também sobre os aprendizados adquiridos com a titularidade no Rubro-Negro. 

“A expectativa para 2021 é a melhor possível. Vamos melhorar os detalhes que precisamos. Temos muito a evoluir ainda, eu mesmo tenho muito a aprender, só tenho 22 anos e quero aprender sempre para me tornar um goleiro completo. Vou buscar isso todos os dias, trabalhando quieto no meu canto e aprimorando”, disse ele.

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Depois de iniciar 2020 como quarta opção no gol do Fla, Hugo Souza viu sua vida mudar rapidamente. Com as lesões no elenco e os problemas relacionados ao surto do Covid-19, o jovem arqueiro virou o reserva imediato Diego Alves, assumindo a posição titular na reta final do Brasileiro, após o experiente goleiro se lesionar novamente. 

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Para continuar evoluindo, Hugo antecipou seu retorno das férias, se reapresentando na última terça-feira (09/03). Vale destacar que ele só precisaria voltar aos treinos no dia 15 de março.

“Acredito que eu preciso estar ainda melhor para essa temporada, preparado, e é assim que vou encarar para dar o meu máximo pelo Flamengo”, explicou.

Hugo Souza
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Apesar do momento vitorioso da equipe rubro-negra, que conquistou sete dos 11 títulos que disputou nas últimas duas temporadas, o jovem atleta mandou para longe a ideia de uma possível acomodação. Hugo inclusive ressaltou uma passagem repetida constantemente pelos jogadores mais experientes do grupo, como Diego Ribas, Everton Ribeiro e Arão: “chegar ao topo é difícil, mas manter-se é ainda mais”

“Esse grupo é sensacional. A vontade de vencer é o que reina, é o mais importante. Independentemente do que a gente enfrente, das dificuldades, a gente está sempre querendo mais. O principal é isso, acredito que não tenha segredo. A gente não quer marcar um ano, uma temporada, e sim uma época vencedora, fazer história, como o próprio professor Rogério falou. Agora, temos que manter isso para que 2021 seja ainda melhor. Infelizmente, não conquistamos esses 11 títulos, mas foram sete e vamos brigar por tudo esse ano de novo, se Deus quiser”, falou. 

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Realização de um sonho no Flamengo

Mantendo os pés no chão, Hugo Souza falou sobre o sentimento de levantar um troféu tão importante, o que segundo ele, foi a realização de um sonho de infância.

“O título foi um sonho pra mim. Ser campeão jogando como profissional do Flamengo sempre foi um sonho. E quero ganhar mais títulos, a sensação de vencer é incrível, ainda mais com essa camisa, de um clube que se alimenta de vitórias e títulos. Fazer parte disso não tem preço. É um sonho de infância não só meu, mas da minha família e dos meus amigos. A ficha caiu depois de alguns dias, mas agora passou e vou trabalhar para buscar mais, com humildade, pés no chão e respeitando meus companheiros como sempre fiz”. 

Erros e lições

Durante a entrevista para o Lance, Hugo também falou sobre suas falhas, como no duelo da Copa do Brasil, contra o São Paulo. Ciente das suas responsabilidades, ele falou sobre as lições tiradas nestes episódios.

“Como disse, tenho 22 anos e um lastro muito grande de evolução. Dizem que o goleiro chega ao auge um pouco mais tarde, com 25, 26 anos, e vou trabalhar muito para atingir o meu o mais rápido possível, sem pular etapas, em relação à parte técnica, tática e física. E vou aprender também com os erros, usando eles como combustível para seguir em frente e não cometê-los mais”. 

Ainda em relação a isso, o camisa 45 também falou sobre os treinamentos voltados para a saída de bola com os pés, algo cada vez para a posição, e constantemente utilizado pelo Rubro-Negro nas últimas temporadas. 

“É uma coisa que, ao longo dos anos, evoluiu no futebol. Hoje, a gente até precisa participar da criação e da construção das jogadas usando os pés. É algo que tenho muito a melhorar, tive falhas durante a temporada, algumas acabaram sendo marcantes, mas só o trabalho do dia a dia vai consertar isso. Errar é humano, claro, mas não podemos cometê-los. Rogério e os nossos preparadores trabalham muito firme em cima disso”, finalizou. 

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