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Lucas Tinôco, do MRN Informação

Depois de sair da Europa pro Flamengo e, agora, ser negociado com o Arsenal, Pablo Marí se tornou um caso inédito no futebol brasileiro.

Nos últimos anos uma necessária e bem feita reestruturação fez o Flamengo conviver com vexames até chegar ao poderoso e vencedor time de 2019. O poderio financeiro que o rubro-negro conquistou o colocou em posição de explorar mercados até então inexploráveis pelos clubes brasileiros e Pablo Marí foi um grande exemplo.

Revelado pelo Manchester City e atuando na segunda divisão espanhola pelo tradicional Deportivo La Coruña, o zagueiro foi pinçado pelo Flamengo e se tornou um dos poucos casos de europeu atuando no Brasil.

Marí rapidamente assumiu sua titularidade e encantou a Nação flamenga que pôde vê-lo, com lágrimas nos olhos, comemorar efusivamente o título da Copa Libertadores, seu primeiro troféu como jogador profissional.

O primeiro! Somente aos 26 anos! Com essa idade, Petkovic começava seu reinado solo de melhor europeu a jogar no Brasil, ainda no Vitória. Por aqui o craque sérvio se tornou ídolo, mas antes chegou a jogar a Serie A italiana no pequeno Venezia, jamais voltando ao patamar de um Real Madrid, de onde saiu antes de cruzar o atlântico pela primeira vez.

Em contrapartida, os outros poucos europeus que tiveram passagem por aqui não chegaram a ter desempenhos que os levassem de volta ao centro do futebol mundial. Fora Pet, o melhor a jogar por aqui foi Seedorf, pelo Botafogo, já em fim de carreira.

Mas Marí conseguiu! Nesta quarta (29), foi oficializado no Arsenal, ainda que por empréstimo, para se tornar um caso inédito de um jogador que saiu do principal mercado do mundo, veio para o Brasil, saiu com status de ídolo, voltou para um gigante europeu e jogará naquele que é considerado o melhor campeonato de futebol do planeta.

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