Japão dará a Zico o reconhecimento que o Brasil não deu

Ídolo máximo do Flamengo, Zico receberá o reconhecimento que o Brasil deveria dar e não deu nas Olimpíadas de 2016. Como a sua idolatria é imensa, também, no Japão (local dos próximos Jogos Olímpicos), o Galinho foi lembrado para carregar a tocha olímpica no dia 4 de julho.

Atualmente no cargo de dirigente do Kashima Antlers, onde também atuou como jogador, Zico fará um percurso de 200 metros próximo ao estádio do clube. Vale ressaltar que tanto ele, quanto sua esposa, já tomaram as duas doses de vacina contra a Covid-19.

“Eu e a Sandra tomamos as duas doses da Pfizer. Até pela minha idade eles têm preocupação grande, até pelo clube também. E agradeço imensamente. No dia 4 de julho vou carregar a tocha e isso é muito legal. Pelo que me disseram, serão cinco jogadores do Kashima, que participaram de olimpíada, mais eu. Vou carregar por 200 metros perto do estádio. A tocha está passando de forma bem simbólica. Com todas precauções para não provocar aglomeração”, falou Zico.

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O estádio do Kashima receberá jogos do futebol masculino e feminino. Além disso, as dependências do clube serão utilizadas para treinos pelas seleções participantes. Em um ano e meio de pandemia, o time teve apenas três jogadores infectados, juntamente a um funcionário. Zico salientou que isso se deve a um “controle rígido e respeito muito grande”.

O Galinho também demonstrou sua frustração por não ter sido lembrado na Rio 2016:

“Infelizmente não fui convidado em 2016. Tem muita gente que carregou e que está em cana hoje, com tornozeleira eletrônica. A gente que faz muita coisa para o país, para o estado, a cidade. Isso é uma marca muito grande, que vai ficar para sempre. Mas tudo bem, que eles sejam felizes”, desabafou o ex-jogador.

Zico e o Japão

A relação do Galinho com os japoneses começou na década de 1990, quando ele foi vestir a camisa do Kashima, onde atuou como jogador de 1991 a 1994.

Após se aposentar, Zico passou a ser diretor técnico do Kashima, chegando a treinar interinamente a equipe em uma emergência. Seu trabalho como treinador agradou a ponto de ser convidado, em 2002, a treinar a seleção japonesa, a qual ele levou para a Copa do Mundo em 2006.

A partir de então ele passou a ser idolatrado pelos japoneses, principalmente por mudar o estilo do país de tratar e jogar futebol. Em uma entrevista concedida ao “oGol”, Zico falou sobre seu legado:

“O mais importante foi mostrar para eles que eles tinham que fazer do futebol uma profissão. O futebol profissional exige uma entrega total, diária. Não pode ter um trabalho na empresa e ir treinar. O Japão, naquele momento, não conseguia entender isso. Quando fui para lá, na segunda divisão, o time era praticamente formado por funcionários. Os caras, para jogar, recebiam, digamos, 100 reais. Eles trabalhavam, o treino tinha que ser depois de quatro horas, quando saíam do emprego. E não há possibilidade de ser um profissional dessa forma. Então fui lá para mostrar como ia ser”, recordou o Galinho.

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