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Matheus Leal, da equipe MRN Informação

O Flamengo estreia no Mundial de Clubes nesta terça-feira (17). A partir das 14h30 (horário de Brasília), o rubro-negro encara o Al-Hilal valendo vaga na decisão do torneio. Em entrevista coletiva que antecede o confronto, concedida nesta segunda, o técnico Jorge Jesus projetou o duelo, afastou a pressão dos jogadores e confirmou que o time irá manter o mesmo estilo de jogo apresentado até então.

“No Brasil falam-se muito em Liverpool, mas esquecem que temos um jogo antes. É uma equipe saudita e eles desvalorizam o que não seja Europa. Eu conheço o Al-Hilal e sei o valor do time. Fomos ao jogo porque queria que os jogadores também conhecessem. Foi um treino. Eu não quero falar do Liverpool, quero falar do Al-Hilal. Eles não me interessam, vou jogar contra o Al-Hilal. É uma equipe pouco conhecida, mas eu conheço. Tem um nível alto. Queremos e podemos estar na final. Primeiro o Al-Hilal, depois Liverpool”, disse Jesus.

O treinador também foi perguntado se há pressão em disputar o Mundial de Clubes. Para o português, porém, essa é uma pressão do sucesso, algo que gostaria de ter sempre na vida.

“O Flamengo é um clube que exige o máximo. É um ano muito mais de prazer e satisfação, do que de pressão. É o que tentaremos fazer amanhã. Vamos ter prazer, proporcionar um grande espetáculo e, claro, tentar avançar à final. Essa pressão é uma pressão do sucesso. Quem não quer? Queria viver toda minha vida com essa pressão”, avaliou.

Europeu, atualmente Jorge Jesus vive o outro lado da moeda. Se para os conterrâneos do português o Mundial não tem tanta importância, para os brasileiros é um torneio de enorme cobiça. O treinador fez questão de enaltecer a competição. Segundo ele, será ainda mais valioso nos próximos anos.

“O Mundial cada vez terá mais importância, porque fica mais difícil. Antigamente era só a final, agora não é assim e, a partir de 2021, serão 24 clubes. Cada vez mais será muito mais difícil. Para os europeus, é um título importante… Do meu conhecimento prático, quem tem razão é quem qualifica o Mundial como a competição mais importante de um clube. Como disse, cada vez será mais difícil ganhar. Com o tempo, o Mundial terá um prestígio ainda maior”, analisou.

Para finalizar, Jesus afirmou que irá manter a forma de jogar que encantou a todos no Campeonato Brasileiro e Libertadores. Para ele, uma mudança seria um retrocesso.

“Não vamos mudar as ideias da equipe. Mudar seria dar um passo atrás. Queremos valorizar nosso jogo e faze-lo entrar amanhã. Às vezes não entra por ter méritos do adversário. As equipes têm estratégias para anular e o Flamengo e nós também para superar. As estratégias de jogo podem ser diferentes, mas a ideia não. A forma de atacar e defender será igual. É fundamental saber correr dentro de campo. Vamos colocar em campo as ideias que colocamos na Libertadores e Brasileirão, que são super difíceis”, afirmou o português.

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