Saudações, mulambada resistente!

Outro dia vi um debate recorrente na TV e no Twitter: fulano é ídolo ou não? Fulano pode superar Zico? Então senta que lá vem história rubro-negra…

Vou contar pra vocês o ídolo eterno em apenas um jogo!

Era uma tarde daquelas. Eu iria ao Maracanã ver minha primeira decisão de Brasileiro aos 11/12 anos (sim, eu vi todos! Morde as costas rsrsrs). Flamengo x Atlético Mineiro, um time histórico deles… Mas fodaC, tenho Zico!

Para ser campeão, só a vitória. Você entrava no túnel naquela época e via uma energia palpável gerada por 150 mil pessoas. Flamengo empatando, jogo acabando, choro querendo vir… Tínhamos que ganhar!

Eu atrás do gol tentando enfiar a cabeça no braço do tio para ver o jogo… Então a mágica se fez! Vejo Nunes na pequena área parado na frente do zagueiro. Meu olho procura Zico e ordeno, em silêncio: “dá para o Zico porra, não interessa!”.

Nunes escutou e resolveu me contrariar: “como assim moça? Eu sou o cara do gol, serei seu herói!”. Juro que ele falou isso quando deu aquele drible improvável, ficando quase sem ângulo e chutando cruzado e fazendo o gol que o transformou, instantâneamente, como um ídolo eterno!

Ídolo é aquela criatura que é sua referência de alegria e respeito (esporte)… que é você no campo! Aquele que toca sua alma, e as almas são individuais assim como nossos ídolos…

Gabigol, BH e Cia? Ídolos! Claro que eu queria ser o Gabigol naquele gol! Chutamos com ele, não foi? Eu sei que você chutou…

Só esqueçam de colocar Zico aí na parada… Vamos combinar! No olimpo rubro-negro tem Zico Deus, com seu braço direito Leandro “peixe-frito”, pai de todos os demais semi deuses…

EMZOZO nossos dias serão de alegrias com nossos ídolos.