Mauro Cézar detona público na final e relembra revolta contra o Flamengo

Mauro Cézar lembrou ainda que o Rio de Janeiro é o local onde há a maior proporção de mortos pela covid-19 a cada 100 mil habitantes

MRN Informação | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

A final da Libertadores com a presença de público não gerou incômodo apenas aos cariocas. Com a entrada de torcida proibida nos estádios, o jornalista Mauro Cézar Pereira também questionou o evento no podcast Posse de Bola, nesta sexta, 29. Vencida pelo Palmeiras por 1 a 0 sobre o Santos, a partida que deu o segundo título para a equipe paulista contou com cerca de 5 mil pessoas, incluindo convidados, dirigentes da Conmebol e autoridades.

Mauro lembrou que a desculpa usada pelas entidades para a liberação parcial de público era de pessoas envolvidas com o jogo. Entretanto, afirmou que outras já tinham dito a ele que iriam, mesmo não tendo ligações diretas com as equipes da decisão:

“Eu soube essa semana já de duas pessoas que não têm nada a ver, mas que vão. Um porque foi convidado e o outro porque trabalha para uma empresa que é uma das patrocinadoras do evento, parceira da Conmebol”, afirmou o jornalista.

Lembrando o episódio da volta do futebol liderada pelo Flamengo, em julho de 2020 e em meio à pandemia, Mauro Cézar comparou as situações. Segundo ele, a revolta da época, contudo, agora não aparece mais:

“Me espanta a omissão e o silêncio subserviente de parte da imprensa, que pediu ‘fique em casa’ durante meses e agora está achando tudo lindo. É uma contradição. Durante muito tempo criticando clubes que eram para ser criticados tentaram forçar, como foi o caso do Flamengo, a volta de forma muito precoce, pedindo para o futebol não voltar, jornalistas que falaram ‘o futebol não pode voltar’ e que agora estão batendo palmas para isso”, disse o comentarista no episódio 95 do programa online.

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O jornalista cita ainda que o Rio de Janeiro é o local onde há a maior proporção de mortos pela covid-19 a cada 100 mil habitantes. E detonou a omissão da imprensa e clubes sobre a presença de público na final da Libertadores:

“Esse é um ponto que me chama muita atenção. Como se faz silêncio por conveniência, como se discursa muitas vezes quando é fácil falar. Aí, de repente, quando o patrão muda de ideia e o ‘fique em casa’ não vale mais à pena, aí todo mundo faz festa, todo mundo solta rojão, acha tudo lindo e maravilhoso. São realmente muito cordatos e obedientes os companheiros”, disparou Mauro Cézar.

O Palmeiras foi bicampeão da Libertadores após o Santos por 1 a 0 neste sábado, 30, no Maracanã. O gol de Breno Lopes foi marcado aos 53 minutos do segundo tempo. O jogo teve aglomerações entre torcedores e personalidades, incluindo na hora da volta olímpica do time paulista.

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