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Partida entre Palmeiras e Flamengo exaltou a história do nosso time

Blog Cultura Rubro-Negra | André Café – Twitter: @orochiandrecafe

São muitas nuances; diversos olhares que apontarão para ainda mais diversas explicações. O jogo Palmeiras x Flamengo que aconteceu no último dia 27 de setembro é uma erupção de pautas e discussões. Lógico, nós que questionamos o retorno do futebol no contexto da pandemia – mas ainda assim, na contraditória existência de acompanhar o Flamengo, pois é paixão que não cabe no peito – estávamos lidando com uma significativa possibilidade de um boom de disseminação da covid-19, uma vez que o Flamengo passa por um epicentro de surto em seu elenco e comissão técnica.

Nos é claro também, que as entidades e dirigentes do Campeonato Brasileiro, terceirizaram a preocupação com a questão de saúde público: jogo deve ser realizado a todo custo. Evidente que isso hegemonizou os debates na mídia esportiva, saltando de análises jurídicas estapafúrdias e sem nexo, a pedidos apaixonados de exclusão do clube do Brasileirão.

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Mas não é sobre isso que queremos conversar nesse texto. Ainda que tentem imputar diversas imagens e estereótipos sobre o Flamengo; ainda que para exaltar a história de outrem, faz-se necessário diminuir a de um terceiro; ainda que todos os times tenham determinado trabalho em suas categorias de base, nós da Nação – e isso por si só, já seria relevante – temos sim que exaltar a molecada que não teve medo de ir pro desafio, que honrou o manto e o peso que o mesmo tem, quase saindo com uma vitória histórica da última peleja.

Garotos gigantes, de sangue e olhar ligados. Uma das características principais do Flamengo. O clube sabe lançar bem suas crias. É verdade que o atual principal elenco não se compõe de joias da base. A política econômica do clube, estando acertada para médio e longo prazo ou não, garante uma saúde financeira, especialmente com a venda de jovens promessas de nossas categorias juvenis. É uma tática, que pode dar fôlego e ajudou muito no projeto de 2019.

Mas cá entre nós, numa reflexão sincera: certo, domingo foi apenas uma partida, a gente pode tá viajando na emoção, mas enfim, ou é ser assim ou não é ser Flamengo. E o que vimos no jogo contra o Palmeiras foi um banho de dedicação e de futebol praticado, apesar de todos pesares. Ou seja, arriscaria a dizer o que não tá longe de uma verdade: a capacidade que o time tem em trabalhar na formação de bons jogadores, que deveriam também ser mais utilizados pelo time profissional. A situação era específica por conta do surto, mas se viu o quanto pode ser proveitoso, retomar essa tradição de subir mais jogadores, de dar rodagem, de oportunizar boas atuações. A mesma proporção de dar certo é a de dar errado, até que se ponha a bola no chão e se disputem os jogos.

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E isso é DNA do Flamengo, não só pelo histórico de lançar, pelos times campeões com as crias. Isso é muito, mas vai além: porque mexe com toda uma comunidade, um grupo de amigos, quem sabe com um país, que vê seu menino ou menina disputando uma partida pelo time principal. É um sentimento que mexe com orgulho e paixão de uma maneira única e indescritível para abordar num curto texto. Eu só sei que esse sentimento gerado é Flamengo demais.

Natan, Otávio, Guilherme, Hugo, Richard, Yuri, Lincoln, Ramon, milhares de sonhos envolvidos e de capacidade de nos dar mais alegrias. É verdade que manter o equilíbrio financeiro é fundamental e correto, para não se utilizar de medidas desproporcionais, apelar pra doping financeiro, dentre outras coisas. Mas, ao meu ver, de um simples torcedor que rabisca impressões apaixonadas pelo nosso time, equilibra-se também um bom elenco, com desenvolvimento das crias, com aproveitamento da energia desses moleques, que só querem brilhar e elevar a flâmula rubro-negra com raça, amor e paixão para o alto de todos os topos.

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*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Cesar Greco / Palmeiras

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