Flamengo lembra o Denorex, parece mas não é!

Allan Titonelli
Allan Titonelli é rubro-negro, amante do futebol, gosta de jogar uma pelada, assistir partidas, resenhas esportivas ou debater com os amigos sobre “o velho e violento esporte bretão”. Escreveu, ao lado de Daniel Giotti, o livro “19 81 – Ficou Marcado na História”.

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Contra o Goiás os jogadores lamberam as feridas e se apresentaram com mais empenho, suficiente para vencer uma batalha, mas não a guerra

Blog Ficou Marcado na História | Allan Titonelli – Twitter: @AllanTitonelli

Quem não viu o jogo do Flamengo contra o Goiás pode se enganar com o placar elástico. O time lembra aquela propaganda antiga do Denorex, aquele que parece remédio, mas não é. Assim é o Flamengo atual, parece com aquele de 2019, pois tem praticamente os mesmos jogadores, mas não é. Falta compactação, organização, concentração e audácia.

Contudo, essa aparência com 2019 tem enganado os torcedores, pois a cada tropeço dos clubes que estão disputando a liderança do Brasileiro, e já foram muitos, a magnética vibra, mas o time não consegue fazer sua parte. A verdadeira disputa não é com seus adversários, mas interna, com seu desempenho em campo, que está distante daquele time que encantou recentemente. O torcedores, porém, ainda alimentam uma ilusão de que aquela magia será resgatada a qualquer momento, como se bastasse um passe de mágica.

Do mesmo autor: “Verdadeiros” Professores Pardais

Jorge Jesus, inclusive, já tinha lançado sua profecia antes de voltar para Portugal, alertando que o pior adversário do Flamengo após todas as conquistas…seria o próprio Flamengo, que almejaria se manter no topo, mas seria mais estudado pelos adversários, exigindo maior comprometimento, superação e inovação de todos.

E o Flamengo não fez seu dever de casa para se superar em 2020, caindo na armadilha da acomodação, e diversos erros de gestão no futebol, que nos jogou luz sobre o papel extracampo que exerceu Jesus. Hoje convivemos com escolhas técnicas equivocadas, gramado mal cuidado, condicionamento físico abaixo do ideal, defesa mal treinada, time sem compactação e pressão pós perda, psicológico afetado, erros de finalização, jogadores com desempenho baixo, politização do clube, entre outros. 

Alguns desses problemas poderiam ser resolvidos com tempo e treinamento, o que Rogério Ceni teve, e não conseguiu mudar. Pelo menos no jogo contra o Goiás os jogadores lamberam as feridas e se apresentaram com mais empenho, suficiente para vencer uma batalha, mas não para ganhar a guerra.

Como diria Albert Einstein “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.” Está na cara que do jeito que está não vai dar para ganhar campeonato algum.

Allan Titonelli escreveu o livro “19 81: Ficou Marcado na História”, com Daniel Girotti. Compre aqui: https://amzn.to/3nQSneB

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