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Deixar de lado as convicções e usar do utilitarismo: se para vencer for preciso a manutenção dos conceitos de Jesus, assim deve ser feito

Blog Ficou Marcado na História | Allan Titonelli – Twitter: @AllanTitonelli

Um dos elementos que formam o Estado é a identidade cultural de seu povo. De outro lado, esse povo desenvolve determinados costumes que se tornam símbolos de uma nação. Portanto, esses símbolos fazem parte da cultura de um povo.

No Flamengo, que é formado por uma nação de torcedores fanáticos, a “raça” e o inconformismo com a derrota são símbolos da cultura do clube. Então, quando o time se apresenta de forma apática as cobranças chegam a galope… E logo se elege um culpado. O do imediatismo atual é o novo técnico, Dome.

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Por óbvio, Dome chegou para substituir um técnico multicampeão, muito embora o Flamengo após a pandemia não tenha sido o mesmo de 2019 ou do começo de 2020, mesmo ainda sob comando de Jesus. Pouca intensidade, alguma displicência e até a falta do técnico frenético na beirada do campo marcaram esse período.

Todavia, Dome não tem característica de cobranças bruscas e insistentes do lado do campo. Isso incomoda a torcida do Flamengo, o que aliado às duas derrotas seguidas, tende a irritar ainda mais a “magnética”.

Vale recordar Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho (…)”. Uma grande pedra no caminho de Dome será o simbolismo da cobrança frenética à beira do campo.

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Somado a esse fator terá o desafio aglutinar os jogadores do time em torno de suas ideias. Saem as aproximações, mudanças de posição e triangulações para buscar penetração na defesa do adversário e entra o chamado “jogo posicional”, em que cada jogador ocupa uma posição em campo, buscando os espaços na amplitude do posicionamento dos atletas. Porém, duas derrotas e substituições equivocadas, abrem flanco ao descontentamento.

Está faltando deixar de lado as convicções e usar do utilitarismo, pois se para vencer for preciso a manutenção dos conceitos iniciais de Jesus, assim deveria ser feito, afinal como sugere John Stuart Mill: “Aprendi a procurar a felicidade limitando os desejos, em vez de tentar satisfazê-los.”. E no atual momento a felicidade é a volta das vitórias.

*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

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