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Numa tarde marcada pela confusão, a garotada do Mengão pediu passagem, deu seu recado e resolveu o problema

Blog Resenha Rubro Negra | Jean Carlos Santos – Twitter: @JeanSantosCRF

Após a estadia no Equador as notícias não eram nada boas. Um festival de testes positivos para Covid-19 entre jogadores, membros da comissão técnica e diretoria; e assim foi durante toda a semana. Pouco se falou sobre estratégia A ou B para enfrentar o fraco time do Palmeiras, frente a incerteza total quanto aos jogadores do Flamengo ema condições de entrarem em campo.

Uma das inúmeras polêmicas vividas durante a semana foi a realização ou não da partida de hoje. Confusão generalizada que escancarou o quão desorganizado é o nosso querido futebol brasileiro. A Incoerência e o amadorismo do Flamengo, antes camuflados pela boa fase do time, foram excessivamente expostos. Não bastassem os problemas internos, ainda tinha a imprensa falando e acusando absurdos. As mídias sociais viraram praça de guerra: tiro, porrada e bomba pra tudo que é lado! Confesso que saturei. Pensei no quão tranquila é a vida do torcedor que apenas se preocupa em ligar a TV toda quarta/domingo sem se preocupar com o resto dos dias da semana.

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Horas antes da partida a incerteza era total sobre a realização ou não do jogo ao ponto de chegarmos em cima da hora no chiqueiro. Mas chegamos. O jogo teve atraso de vinte minutos para seu início, mas isso não foi nada demais já que eu não estava exatamente ansioso para essa partida. A porcada veio com o time completo enquanto o nosso estava desmantelado graças ao coronavírus. E assim foi, pontualmente às 16:22 a bola rolou em solo sintético palmeirense, dali pra frente me restava torcer e acreditar num bom jogo da molecada.

O 1º tempo foi uma clássica apresentação do time palmeirense. Seguem apresentando algo que no máximo lembra futebol. Tocam, tocam, tocam e fica por isso. Não criam, não chutam, não fazem jogadas de perigo. Nada. Bom, não que eu esteja reclamando, isso é problema do lado de lá. Nos primeiros 10 minutos já ficou claro que não marcaríamos a saída de bola deles. O time esperava o ataque deles para roubar a bola e tentar arrumar alguma coisa.

Até fomos bem na etapa inicial. Lincoln criou boas jogadas e foi participativo. Pedro também levou perigo. Nossos titulares no meio fizeram um bom papel no controle de jogo. E lá atrás Neneca passava confiança. 0x0 levando em conta o cenário da partida foi lucro. Felipe Melo teve a cara de pau de reclamar do tempo de atraso da partida, como se fosse o ideal nosso time entrar em campo sem aquecimento. Patético, tão patético quanto o clube que defende. Se merecem.

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No 2º tempo, após algumas alterações do Luxa, a porcada veio melhor e começou a dar trabalho. Nossa base provou o porquê de ser uma das melhores do país, senão a melhor, e aumentou o ritmo pra jogar de igual pra igual com os caras. Num lance de total azar (bola desviada), o Palmeiras achou um gol. Certamente acreditaram que iam sair vitoriosos da partida, esqueceram que o Flamengo nunca desiste e que a molecada entrou em campo pra ganhar. Num jogo onde a maioria era cria do ninho, nada mais justo que o gol saísse de um deles: Pedro!

Gol de artilheiro, na pequena área, gol de camisa nove. Após o empate chances foram criadas pelas duas equipes. Numa delas, grande defesa de Neneca em cabeçada de Luiz Adriano. Também criamos e chegamos perto do gol em jogada de Pedro e Arrasca que terminou com o meia finalizando rente à trave. Confesso que gritei gol.

Depois de Luxa colocar Roni em campo, o atacante mostrou que vem aprimorando a função de -1 e o time paulistano parou de criar. Na mesma frequência, nossa molecada já um pouco cansada se adequou ao jogo e também baixou o ritmo. Um a um e destaque para Neneca e Ramon titulares por força das condições em duas posições com donos intocáveis, mas com reservas impopulares. Numa tarde marcada pela confusão, a garotada pediu passagem, deu seu recado e resolveu o problema.

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*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

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