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A ideia geral ainda é a mesma: ser ofensivo e dominar os jogos. O que mudou é apenas a maneira como isso será feito

Blog Resenha Rubro-Negra | Gui Claure – Twitter: @guiclaure_

O torcedor rubro-negro viveu o momento mais vitorioso do clube em décadas com um time mágico, e já histórico, liderado por Jorge Jesus. O final de ciclo do português no Flamengo é regado por um mix de sentimentos, entre eles a nostalgia e o gostinho de que a relação poderia ter durado mais, rendido mais jogos, taças e momentos épicos. Mas, no futebol tudo acaba e é preciso saber aproveitar o que já foi conquistado para que o clube continue evoluindo.

O ponto principal é: o legado de Jorge Jesus tem que ser útil para Domènec e não um peso que condene ao insucesso precoce o trabalho do catalão. As comparações quase nunca são justas. Cada cenário tem um contexto especifico que leva a certas tomadas de decisões e acontecimentos únicos na sua linha temporal. Comparar o auge do trabalho de JJ com o inicio do trabalho de Dome é algo irreal e totalmente improdutivo.

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Após atingir o “outro patamar” o clube precisa se manter lá, e o comando técnico é apenas mais um elemento em toda essa equação. Ano passado o trabalho fora das quatro linhas foi primordial para que o futebol chegasse ao nível que chegou, o departamento médico do Flamengo fez milagre na recuperação dos jogadores, a logística do time foi extremamente eficiente na maratona de jogos e viagens e não podemos esquecer os preparadores físicos que deixaram os atletas sobrarem. Todo esse trabalho tem que ser valorizado e mantido.

Domènec Torrent é um profissional muito dedicado e esteve no alto nível do futebol mundial durante dez anos junto a Pep Guardiola. Apesar de pouca experiência como técnico principal inegavelmente possui conhecimento sobre futebol de alto rendimento porque conviveu com os melhores por muito tempo.

É preciso aceitar a realidade, o time de Jorge Jesus acabou. O Flamengo ainda tem um elenco muito qualificado e um treinador igualmente preparado, mas não podemos ficar esperando rever o time de 2019. Existem muitas maneiras de se pensar futebol, e não quer dizer que alguma é melhor ou pior, são ideias diferentes, mas que podem ser igualmente vencedoras. Existem muitas maneiras de se ganhar no futebol e o time do Flamengo passará por uma transição.

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Já podemos enxergar as mudanças no time. Nos últimos jogos, contra Bahia, Fortaleza e Fluminense, o time jogou no 4-2-3-1, abrindo mão de dois atacantes juntos, talvez até pela lesão e má fase de Bruno Henrique, mas isso não quer dizer que o time está menos ofensivo. Nessa nova fase do Flamengo podemos ver muitos jogadores pisando na área do adversário, jogadores que não costumavam fazer muito essa função que em 2019 era feita, com maestria, por Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro. No Mengão de Dome Filipe Luis tem chegado mais no gol adversário, Arão, Gerson e Thiago Maia, escalado com mais constância, também.

A ideia geral ainda é a mesma: ser ofensivo e dominar os jogos. O que mudou é apenas a maneira como isso será feito, temos tudo pra continuar disputando todos os campeonatos e quem sabe também, acumular taças.

*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

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