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Veja as notas e análises individuais de mais um empate sofrido do Fla, agora contra o Botafogo, pela quinta rodada do Brasileirão

Notas atribuídas por torcedores da comunidade MRN – Pensar Flamengo

O torcedor rubro-negro teve a esperança de que o domingo marcaria a ascensão do Flamengo na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. No Maracanã, um clássico à feição para que os ventos mudem pelos lados do Ninho do Urubu. Vencer o bem treinado Botafogo significaria bem mais do que três pontos. Ninguém nega que ver o grande time do Flamengo voltar a dar espetáculo deixaria a torcida do Mais Querido muito feliz e novamente confiante. Porém, o mais importante nessa altura do campeonato, literalmente, seria os três pontos.

Nos primeiros 30 minutos de jogo, os comandados de Torrent foram aceitavelmente bem. O Flamengo dominou a partida… até tomar o primeiro contra-ataque perigoso do rival. A partir desse lance a nuvem pesada da falta de confiança voltou a nublar o time do Flamengo. As jogadas não saíam e o adversário, percebendo que de fato o feroz Flamengo de Jesus deu lugar a um dormente e pacato monstro. O jogo movimentado do primeiro tempo anunciava que a etapa final seria ainda mais interessante.

Mas o segundo tempo se apresentou aos espectadores totalmente diferente. O Fla voltou aos piores momentos de sua performance após o retorno. Parecia um time decepcionado com o que ouviu do seu diretor técnico no descanso. Nada deu certo nos 45 minutos finais. Um empate insistentemente enfadonho: era isso que o clássico entregou no segundo período do jogo, contando o gol anulado de Gabigol. O futebol é o jogo que gosta de aprontar das suas. E foi isso que ele fez nos acréscimos: depois de uma sequência de escanteios, no terceiro o Botafogo achou seu gol. E não parou aí. Com o jogo reiniciado o Flamengo teve tempo, aos 52, de arrancar um empate graças ao VAR, que viu muito bem a defesa do zagueiro botafoguense na área. Gabigol empatou e foi isso. A frustração da derrota foi atenuada, mas nada mais além do que isso.

Leia agora as análises individuais e notas dos jogadores concedidas pelo time de colaboradores do MRN:

NOTAS DA PARTIDA

Diego Alves: Diego Alves desempenhou bem seu papel até o lance do gol, onde deveria realmente exerce-lo. Falhou no gol do Botafogo, tendo em vista que era um gol defensável. O Diego estava posicionado em direção ao atacante do Botafogo, nosso goleiro mal se estica para fazer a defesa, se move no susto, mesmo tendo a visão do Pedro Raul ajeitando o corpo na frente dele. Nota: 6,0. Nota: 6,0.
Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_

Matheusinho: Começou bem o primeiro tempo no apoio, ao decorrer do jogo foi sumindo, todas as jogadas do Botafogo foram daquele lado, todas as bolas entravam e não tinha suporte dos volantes. Ainda bem que contratamos o Isla. Nota: 4,0.
Por Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04

Rodrigo Caio: Seguro. Babi não conseguiu se criar pelo seu lado e ainda cobriu as costas de Matheuzinho. Sentiu a virilha quando foi dar combate no meio campo. Nota: 6,5.
Thuler: Manteve o nível com a bola rolando. Já quando a bola foi alçada a área deixou os jogadores do Botafogo levarem vantagem. Nota: 5,5.
Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

Léo Pereira: Segue errando na hora de sair para dar combates longe da área e recompondo mal. A melhor chance do Botafogo no primeiro tempo aconteceu justamente quando Leo não cobriu bem o espaço da subida do Filipe Luis. Sei que pareço estar me repetindo aqui nas análises do Léo Pereira, mas ele continua cometendo erros parecidos. Nota: 5,0.
Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

Filipe Luís: Ótimo jogo do nosso lateral esquerdo, jogou demais, foi importante na defesa, e no ataque foi o nosso melhor “meia” hoje. No jogo, ele conseguiu bloquear todas as jogadas pelo seu lado, tanto que o adversário optou por jogar muito pelo lado do Matheusinho, no ataque caiu pelo meio e deu as melhores opções de ataque do time no jogo, no primeiro tempo, ótimas triangulações com Pedro Rocha e Diego, no segundo continuou bem no apoio ao Bruno Henrique, e quando Thiago Mais entrou cresceu de novo no jogo. Nessa transição cada vez mais importante para o time. Nota: 7,5.
Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

Arão: Partida segura e atuação na média como nos últimos jogos. Talvez seja um dos jogadores que menos oscila na equipe, se não faz partidas brilhantes também não deixa a desejar. Jogando pouco a frente da zaga fazendo a famosa saída de três mostrou novamente que essa é certamente a sua melhor faixa de atuação no campo. Nota: 7,0.
Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_

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Diego: Jogando como meia pela esquerda, foi importante para o funcionamento da trinca com Filipe Luís e Pedro Rocha, que foi bem no primeiro tempo. Deu fluidez no meio de campo, com bons passes, aparecendo bem pra jogo. No 2º tempo, o desempenho não foi o mesmo. Nota: 7,0.
Thiago Maia: Deu mais segurança ao Arão e foi muito bem na distribuição de jogo, com passes precisos e surpreendeu em uma infiltração que resultou no gol anulado. Fica evidente que tem futebol para ser melhor aproveitado no time. Nota: 7,5.
Por Danton Freitas

Everton Ribeiro: Assim como todo time começou bem o primeiro tempo, mas já na metade do segundo o time todo caiu de produção e nosso 7 também. Se movimentou o jogo todo, porém assim como seus companheiros, está muito mau fisicamente. Jogo muito abaixo dos padrões. Nota: 5,0.
Pedro: Entrou e nada acrescentou. Sem nota.
Por Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04

Pedro Rocha: Fez um excelente primeiro tempo e deu para perceber que a entrada dele em campo deu um gás a mais mo time. Ele chegou com vontade, talvez pelo seu longo tempo acompanhando pelo banco de reservas, mas quando entrou mostrou para o que veio. Pedro Rocha não perdeu um mano a mano, sempre estava se fazendo presente nos lances. Caiu de nível no segundo tempo após a inversão dos lados, tendo em vista que o Domemec o colocou na direita para segurar o ataque do Botafogo em cima do lateral Matheuzinho, mas ainda assim jogou mais hoje do que alguns jogadores vem apresentando o campeonato inteiro. Por fim, além de jogar bem nosso jogador ainda salvou o casamento do César. Nota: 8,0.
Vitinho: Domenec coloca Vitinho no segundo tempo, mas parece que ele já entrou cansado. Não consigo entender a linha de raciocínio do jogador, insiste em chutes todo o momento, mas quando é para chutar ele prefere tocar. Vitinho demorou a pegar o ritmo do jogo e quando finalmente conseguiu o jogo a acabou. A maior participação dele no jogo foi no lance do pênalti. Nota 5,5.
Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_

Bruno Henrique: É gritante a falta de confiança de Bruno Henrique. Começou o jogo centralizado e não conseguiu ao menos dominar a bola. Na melhor jogada do Flamengo no primeiro tempo, subiu sozinho na pequena área, e cabeceou em cima de Gatito. Deslocado para a ponta-esquerda, conseguiu ao menos dar prosseguimento às jogadas, porém quase sempre para trás. Nenhuma troca de passe, nenhum drible, BH não conseguiu fazer nada produtivo até que o time subiu de produção com a entrada de Thiago Maia. Com o meio-campo passando a bola um pouco mais rápido, Bruno conseguiu duas boas jogadas, vencendo o marcador, entrando na área, porém o passe não saiu corretamente. Nota: 4,0.
Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

Gabriel: Começou muito espetado na ponta direita e sumido do jogo, mas isso é mais por decisão do treinador do que dele próprio. Acabou criando mais perigo nas vezes em que pode jogar mais fechado. No fim, mostrou muito sangue frio e personalidade para bater o pênalti do empate. Nota: 7,5.
Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

Domènec Torrent: No 4-3-3 que iniciou o jogo o time ficou torto, pois apenas o lado Diego-Filipe Luís-Pedro Rocha funcionou. No 2º tempo, inverteu Pedro Rocha (não funcionou), colocou Vitinho (sem efetividade) e com a entrada de Thiago Maia viu o time subir um pouco de produção. Foi pra um 4-2-4, com Pedro e Gabigol por dentro, mas o gol só veio no apagar das luzes. Vendo mais uma atuação ruim da dupla de ataque, e com a partida apagada de ER7, simplesmente o treinador decide deixar Arrascaeta, Gerson e Michael no banco. É claro que precisa de tempo pra treino, para que o time o entenda, que o time melhore a condição física, mas fica a pergunta: Dome seguirá o caminho de Paulo Bento, no Cruzeiro, e Mathaüs, no Paranaense? Ou, com a semana de treino, poderá enfim dar um padrão melhor a esse time? Nota: 5,0.
Por Danton Freitas

*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

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