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terça-feira, janeiro 26, 2021

Relembre nove vezes em que Diego Alves salvou o Flamengo

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Relembre momentos em que Diego Alves salvou o Flamengo do pior; clube não deve renovar contrato do goleiro

O dia 17 de julho de 2017 marcou o início de uma era na Gávea. A era Diego Alves. Num momento em que o clube precisava urgentemente de alguém que transmitisse confiança na posição de goleiro, Diego parecia ser o nome certo. E não deu outra. Aos poucos, foi ganhando o coração do torcedor flamenguista. E atingiu o posto de ídolo ao ser peça-chave no ano mágico de 2019. Mas isso não foi à toa. Foram muitos os momentos em que Diego Alves salvou o Flamengo.

Desde sua primeira partida vestindo o Manto Sagrado, demonstrou estar à altura do que a Nação Rubro-Negra merecia. E assim foi até o atual momento. Passou por má fase no ano de 2018, cometendo falhas em determinada sequência de jogos. No mesmo ano, entrou em litígio com Dorival Júnior e quase deixou o clube. Mas, quis o destino que, logo no ano seguinte, ele viveria seu melhor período no Mais Querido.

Conforme foi noticiado aqui no Mundo Rubro Negro, as chances de Diego Alves renovar são cada vez menores. Com o seu contrato chegando ao fim (termina no dia 31 de dezembro de 2020), podemos estar vivendo os últimos momentos de um ídolo com a camisa do clube. Assim, veja abaixo nove momentos que ajudaram o paredão rubro-negro a eternizar seu nome na galeria de heróis do Flamengo.

Corinthians 1×1 Flamengo – 2017

No ano em que o Corinthians foi campeão brasileiro com larga folga para o Palmeiras, segundo colocado, o Flamengo conseguiu sair do torneio invicto dos confrontos contra esse adversário. No segundo turno, é bem verdade que a vitória veio num 3 a 0 diante dos paulistas de ressaca pelo título conquistado no meio da semana. No entanto, o confronto do primeiro turno foi um verdadeiro jogaço. E marcou a estreia de Diego Alves no Flamengo.

E, já na sua primeira partida, mostrou para o que veio. Os mandantes saíram na frente, com gol de Jô, no primeiro tempo, em chute forte e cruzado, sem chances para o arqueiro. O Flamengo empatou com gol de Réver. E ainda teve chances para virar, com Diego Ribas e uma bola na trave contra de Pedro Henrique. E, como quem não faz, leva, foi esse lema que o Alvinegro do Parque São Jorge tentou manter. Sem sucesso, graças a Diego Alves.

No finalzinho da partida, em lance muito semelhante ao do gol marcado, Jô recebeu na ponta esquerda da grande área e fuzilou de perna canhota. Diego, mesmo que no contrapé, com muito reflexo, espalmou a bola, que era rasteira, com a mão esquerda. Por conta dessa intervenção, o placar seguiu 1 a 1 até o fim. O sentimento dos flamenguistas foi de frustração, por ter ficado perto de tirar a invencibilidade corinthiana no campeonato. Mas poderia ser pior, se não fosse o camisa 1.

Flamengo 2×0 Bahia – 2018

O Brasileirão de 2018, para o Flamengo, precisa ser dividido em duas partes. Uma, pré-Copa do Mundo e a outra pós-Copa do Mundo. Afinal, a primeira parte foi marcada por um Flamengo avassalador de Maurício Barbieri, que não perdoava os oponentes e desempenhava um futebol bonito de se ver. E uma das partidas em que isso ficou mais evidente foi diante do Bahia, no Maracanã.

Numa quinta-feira à tarde, de sol e feriado, nada melhor que comparecer ao estádio para ver seu time jogar. Os gols de Lucas Paquetá e Diego, no primeiro tempo, encaminharam a vitória rubro-negra. Entretanto, no segundo tempo, o nível de atenção não era mais o mesmo. E Diego Alves precisou ser acionado com frequência para evitar que a equipe nordestina entrasse de vez na partida. Destaque para uma sequência de defesas antológicas em chutes de Zé Rafael e Élber.

Flamengo 1×0 Cruzeiro – 2018

O orgulho do torcedor rubro-negro estava ferido, se tratando de partidas contra o Cruzeiro. Em 2017, vice na Copa do Brasil. Em 2018, eliminados pela Raposa na Libertadores. Era preciso cessar essa sequência de insucessos diante dos mineiros. E, poucos dias depois do jogo no Mineirão que concretizou a classificação cruzeirense para cima do Flamengo na maior competição de futebol das Américas, as duas equipes voltavam a se enfrentar no Maracanã.

Com gol de Henrique Dourado, ainda no primeiro tempo, o Flamengo abriu a vantagem magra que permaneceria no placar até o apito final do juiz. Porém, o Mais Querido só conquistou os três pontos naquele domingo graças a uma defesa monumental de Diego Alves. E em uma cabeçada daquele que, hoje, é seu companheiro de equipe: o uruguaio Giorgian de Arrascaeta.

Vasco 1×4 Flamengo – 2019

Quem vê o placar final, pode pensar que ele foi construído facilmente. Mas, definitivamente, foi só uma impressão. Ainda era o início da trajetória de Jorge Jesus pelo Flamengo, que enfrentava o Vasco de Vanderlei Luxemburgo. O Flamengo foi para o intervalo vencendo por 1 a 0, graças a golaço marcado por Bruno Henrique e pelas intervenções de Diego Alves.

Contudo, o goleiro rubro-negro teria seu ápice mesmo nos 45 minutos finais. Logo após Gabigol marcar o segundo, o Cruzmaltino teve um pênalti a seu favor, marcado com a ajuda do VAR. Pikachu foi para a cobrança e Diego pegou. Situação que se repetiria minutos depois. Mas com outro batedor. Dessa vez, Bruno César na bola. Antes um destro, agora um canhoto. Muda a perna, mas não muda a conclusão do lance.

Diego Alves pegou mais uma vez, ainda que caindo para o lado, conseguiu manter a mão no meio do gol para defender. A intervenção ocorreu com o placar em 3 a 1. E, no contra ataque seguinte, o Rubro-Negro conseguiu o que o Vasco tentou duplamente, sem sucesso: converter uma penalidade máxima. 4 a 1 Flamengo, e Diego Alves entrava para uma seleta lista de apenas seis goleiros que pegaram dois pênaltis numa mesma partida do Brasileirão.

Flamengo 3×1 LDU – 2019

Na segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, o Flamengo encarava a LDU, em um Maracanã lotado, para tentar manter os 100% de aproveitamento. Logo no início do jogo, Éverton Ribeiro abriu o placar. O jogo vinha se desenhando muito favorável ao Mais Querido, até o instante em que Diego Ribas cometeu um pênalti desnecessário. Clima de apreensão na arquibancada.

Como o histórico do Flamengo na competição não era dos melhores, considerando o retrospecto recente, já se passava um filme na cabeça dos flamenguistas do desastre que poderia ser caso aquela bola entrasse. Mas, o protetor rubro-negro, Diego Alves, impediu que o pior acontecesse, fazendo jus, mais uma vez, a sua fama de pegador de penais. Intriago bateu a meia altura, no canto esquerdo, exatamente onde Diego caiu. Dali, o Mais Querido seguiu para uma vitória tranquila, por 3 a 1.

Flamengo 3×3 Fluminense – 2017

Essa foi uma partida em que Diego não se destacou por suas defesas. Pelo contrário, inclusive, no primeiro gol tricolor, marcado pelo lateral-direito Lucas, o arqueiro poderia ter feito coisa melhor, já que a bola foi arrematada em cima dele. Mas, uma característica sua que foi valorizada constantemente pelos torcedores rubro-negros ao longo dos seus três anos vestindo a camisa do Flamengo, é a capacidade de fazer catimba.

Em muitas oportunidades, até a sua chegada, faltou alguém no Flamengo que segurasse o jogo quando o resultado fosse favorável. Com Diego, esse panorama mudou. E o primeiro exemplo disso foi o confronto contra o Fluminense, nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana. Após uma remontada improvável, revertendo um 3 a 1 para 3 a 3, o paredão simplesmente fez com que não tivesse mais bola rolando na partida. Segurava a bola, caía no chão para gastar tempo… como poucos sabem fazer.

Além do mais, a sua liderança nessa ocasião foi determinante para que os jogadores continuassem confiantes em campo. Depois do terceiro gol do Fluminense, quando tudo parecia perdido, Diego saiu em direção aos seus companheiros, os incentivando e fazendo questão de reforçar que ainda havia jogo. Uma das partidas mais épicas envolvendo o Flamengo nos últimos anos.

Grêmio 1×1 Flamengo – 2019

O bicampeonato da Libertadores não seria possível se não fosse por Diego Alves. Um dos claros exemplos disso é a partida de ida da semifinal, em Porto Alegre, contra o Grêmio. Sim, todos sabemos o quão dominante o Flamengo foi durante 80% da partida. Entretanto, nos 20% de domínio gremista, o Tricolor gaúcho levou perigo extremo a meta rubro-negra.

É demasiadamente complicado falar do futebol na condicional. Mas, imagine o que aconteceria, após um primeiro tempo de massacre flamenguista, com dois gols anulados pelo VAR, se Diego Alves não fizesse uma defesa espetacular em chute de Éverton no início do segundo tempo? Ou se, em chute colocado no ângulo por Mateus Henrique, o paredão não estivesse lá para defender? Certamente, o cenário ficaria bem mais desafiador.

Athletico-PR 0x2 Flamengo – 2019

2019 foi um ano para, além de encerrar a seca de títulos pela qual o Flamengo passava, quebrar tabus. Um deles foi na Arena da Baixada, contra um time que, historicamente, sempre deu trabalho ao Mais Querido. Inclusive, poucos meses antes, o Athletico-PR havia se classificado para as semifinais da Copa do Brasil eliminando justamente o rubro-negro carioca. Mas a vingança veio.

Para dar fim a uma sequência de 45 anos sem vencer no estádio do clube paranaense, o Flamengo venceu por 2 a 0, com dois gols de Bruno Henrique, que acabou sendo o destaque principal da partida, por motivos óbvios. Mas, o que poucos lembram, foi que, no gramado sintético do estádio que foi remodelado para a Copa de 2014, Diego Alves precisou operar milagres para evitar que o adversário impedisse a conquista dos três pontos.

Durante o primeiro tempo, enquanto o placar ainda marcava 0 a 0, o goleiro de 35 anos já fechava o gol com defesas difíceis. Mas, a defesa que Diego operou em chute de Thonny Anderson passa do estigma de defesa difícil para cena de filme de Hollywood. Vacilo de Arão na meia-lua e o atacante ficou cara a cara com o arqueiro, que fez intervenção magistral, evitando o gol de empate.

San José 0x1 Flamengo – 2019 – A melhor partida da carreira de Diego Alves

Nem sempre, o que fica por último é o que se classifica como melhor. Mas, aqui, nesse texto, é assim que funciona. Uma das melhores atuações por um goleiro no futebol sul-americano nessa década. O que Diego Alves fez em Oruro, na estreia do Flamengo na Libertadores do ano passado, apenas um goleiro com histórico de levar a melhor contra craques do futebol mundial, como Messi, Cristiano Ronaldo e Griezmann poderia ser capaz de fazer.

Ao todo, de acordo com o Footstats, foram nove defesas efetuadas pelo goleiro, sendo três delas consideradas difíceis. Tal estatística representou um recorde pessoal na carreira do atleta que atua debaixo das traves. Vale ressaltar que, nessa partida em específico, ainda havia um fator complicador para qualquer goleiro: a altitude. O ar mais rarefeito que faz a bola ganhar maior velocidade tornou cada intervenção de Diego mais difícil e louvável.

Em toda a campanha vitoriosa do Flamengo na Libertadores do ano passado, em pelo menos três oportunidades Diego Alves salvou o Mais Querido. Sem contar o duelo eliminatório contra o Emelec, que fica de menção honrosa nessa lista, no qual o paredão pegou uma cobrança na disputa de pênaltis. Talvez a diretoria não dê o devido valor que Diego merece. No entanto, isso não vai mudar a história. E a história diz que Diego Alves é um dos maiores que o clube já viu.

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