Compartilhar:

Com a venda de Pablo Marí confirmada, o Flamengo perde, dois meses e dois dias após a conquista da Libertadores, um dos jogadores que ficaram marcados no time titular da conquista que a torcida rubro-negra esperava há 38 anos. Caso a compra de Gabigol seja confirmada, como esperado, será a única baixa naquela equipe para este princípio de temporada. Mas já é uma perda bem mais precoce do que às do time que ganhou o primeiro título da Libertadores – e o Mundial de 81 – pelo Flamengo. Os titulares de 81 continuaram no Flamengo por todo o ano de 1982, temporada em que o Flamengo conquistou o título brasileiro e acabou derrotado na semifinal da Libertadores.

A primeira baixa entre os titulares de 81 na verdade foram duas: Tita e Nunes deixaram o time ao mesmo tempo, no início de 83. O meia foi emprestado para o Grêmio e acabou conquistando o bi da Libertadores. Já Nunes seguiu o caminho do Botafogo. Ambos, porém, logo voltariam a jogar no Flamengo, Tita ainda em 1983, e Nunes em 1984.

A primeira saída definitiva foi, portanto, também a mais dolorosa da história do Flamengo: após conquistar o Campeonato Brasileiro de 1983, Zico foi vendido à Udinese. Dois anos depois, porém, também ele voltaria a jogar pelo Flamengo, recomprado graças a um pioneiro projeto de marketing idealizado pelo grande publicitário rubro-negro Rogério Steinberg.

Já o retorno de Pablo Marí é menos provável. Espanhol, o zagueiro tem sua vida na Europa e não é de se esperar que queira um dia retomar a aventura sul-americana que lhe rendeu uma Libertadores, um Brasileiro e o agradecimento eterno da Nação em apenas seis meses de 2019.

Numa demonstração de que os tempos são completamente diferentes, Zico, que no fim daquele 1983 seria eleito pela World Soccer o melhor jogador de futebol no mundo, foi vendido por apenas 4 milhões de dólares (ou 10,3 milhões de dólares de hoje se ajustado pela inflação do período). Já Marí, que é um excelente zagueiro mas está longe de estar entre os melhores do mundo na posição está saindo hoje, segundo o UOL, por 10 milhões de euros, ou 11 milhões de dólares.

Compartilhar: