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Posicionamento da diretoria sobre a pandemia no início do ano deixa controvérsias num momento em que a maioria dos desfalques do elenco é por conta do coronavírus

MRN Informação | Bernardo Moreira – Twitter: @bemxfe

A volta do futebol durante a pandemia teve seus conflitos éticos e morais pelo mesmo motivo antes em março, abril e voltou a acontecer agora. Partidas contra clubes que por muitas vezes já tinham jogadores infectados, sempre a discussão sobre quando poderemos voltar aos estádios nas redes sociais, sempre se especulou isso no meio em período de quarentena.

Em setembro de 2020, mais especificamente no dia 24, o Flamengo tem no total 16 jogadores do elenco testados positivo para a Covid-19, fora o próprio técnico Doménec Torrent e outros integrantes da comissão técnica.

Na próxima reunião com a CBF, o Flamengo defenderá a volta dos torcedores no estádio. O Ministério da Saúde liberou o projeto da confederação brasileira de mínimo de 30% de capacidade, desde que as prefeituras locais autorizassem. A intenção do projeto é era o aumento gradual de público. No entanto, era uma ideia muito inicial, que ainda precisa de mais testes. Estados como São Paulo e Minais Gerais já não acataram o projeto e permanecerão com portões fechados.

A diretoria do rubro-negro alega que o assunto é questão de saúde pública e tem argumentos baseados pela Prefeitura do Rio. O prefeito da cidade, Marcelo Crivella, já tinha comprado “briga” para o início de outubro em uma partida no Maracanã, em que ele permitiu público de 30%, mas a Confederação Brasileira de Futebol ainda precisa aprovar. Atualmente o clube carioca alega que desde que os bares, restaurantes e praias sendo frequentadas não há problema em ter torcedores em um estádio no Rio de Janeiro.

Desde as últimas confirmações de casos de coronavírus no elenco do Flamengo, a direção do Mais-Querido pediu o adiamento do jogo contra o Palmeiras no próximo domingo (27) e vai ser decidida ainda hoje.

Veja também: o vestiário do Dome

Dirigentes de outras regiões do país são em maioria favoráveis a decisão do regresso dos espectadores aos estádios, pelas melhoras em relação a pandemia em seus respectivos estados. Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, deseja que as torcidas voltem todas juntas: “Acho que aqui no nosso Estado já tem condições de voltar. Já está tudo funcionando, shopping, praia, barraca de praia, restaurantes. Não vejo por que não voltar no estádio com os devidos protocolos de segurança, com aferição de temperatura, máscara, distanciamento, 30% da capacidade é o ideal. Penso assim”, afirmou.

O dirigente do Bahia, Guilherme Bellintani, já disse que ‘não tem como achar se há ou não segurança. Quem deve definir isso são as autoridades. É o que a gente defende. Cada um com sua especialidade. Quando as autoridades autorizarem o retorno do público, estaremos de acordo. Enquanto isso não acontecer, não temos como defender’. Muito parecido com o que disse o que presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., que prezou a ‘isonomia absoluta’ para o retorno de espectadores.

O jogo entre Flamengo e Palmeiras no próximo domingo (27) deve acontecer, como afirmou Walter Feldman, secretário-geral da CBF.

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