Compartilhar:

Sem dúvidas somos o melhor time sul-americano que enfrentou um europeu nas últimas décadas

Faltou pouco para que o ano mágico de 81 se repetisse, e eram muitas as coincidências. Saber que depois de 38 anos o Flamengo conquistou uma Libertadores no mesmo dia e mês do primeiro título. Que na final do Mundial enfrentaria o mesmo Liverpool colocado na roda por Zico e companhia. E que usaria o lendário uniforme branco na final contra os ingleses.

Entre tantas outras semelhanças entre as temporadas 19 e 81, aumentava-se a confiança no título mundial; a certeza de que o destino já estava todo traçado. Mas não foi como esperávamos.

Difícil de entender como todo este enredo não culminou no esperado fim. A bola na trave de Firmino no segundo tempo da final parecia ser sorte de campeão, o pênalti apontado e depois desmarcado mostrava que, mesmo sofrido, o título seria nosso, estava claro!

Gugu Queirós: O sentimento de orgulho atravessou o continente

Não deu. A superioridade europeia de um elenco três vezes mais caro, a maneira ajustada de jogar de um time com quatro anos de convivência e o desgaste dos nossos jogadores após temporada longa e competitiva adiaram o sonho.

Onde estavam os Deuses do Futebol que deixaram isso acontecer?

Fica o gosto amargo, mas também fica a certeza de que estamos no caminho certo. Embora o que estava desenhado não tenha se tornado real, essa equipe entra história com espaço na mesma prateleira da magnífica geração dos anos 80.

A verdade é que todos os jogadores, comissão técnica e diretoria estão de parabéns pelo trabalho realizado durante todo o ano. A passagem pelo Qatar deixou claro o patamar em que estamos. Sem dúvidas somos o melhor time sul-americano que enfrentou um europeu nas últimas décadas. O jogo mostrou isso.

O que nos resta é comemorar os feitos de 2019 e sonhar com um 2020 ainda melhor. Com grandes conquistas e um futebol bem jogado, em um nível equiparado a qualquer time do mundo. Os Deuses do Futebol entraram de férias antes do tempo.

Rafa Albuquerque é pedagogo, cearense e pai da Rafaella. Twitter: @O_RafaelAlbuque

Não deixe de ler também

Compartilhar: