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Em longa análise, texto destaca parâmetros táticos e mudanças no elenco que tornaram o time mais lento

MRN Informação | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

Uma das maiores publicações do mundo, a Revista Forbes debateu a escolha do catalão Domènec Torrent como novo técnico do Flamengo neste sábado, 29. Segundo a matéria assinada pelo jornalista Samindra Kunti, Dome trouxe muitas ideias novas para o futebol brasileiro e foi um acerto sua escolha neste momento de intercâmbio entre a América do Sul e a Europa. Porém destaca que o treinador vem sofrendo com a sombra do trabalho do Jorge Jesus e a pressão por resultados imediatos.

O jornalista comentou o fato de Domènec não ter sido a primeira escolha do clube, mas sim Leonardo Jardim e Marco Silva. Entretanto, ressaltou que “além da vasta experiência com Guardiola, a filosofia baseada nos posicionamentos, pressões e passes que há muito tempo dominam o futebol moderno, serviu como um grande trunfo durante o processo de contratação”. E fez uma crítica quanto ao começo. De acordo com Samindra, “cada vitória ainda é considerada uma parte do legado de Jesus, enquanto Torrent é o único responsável pelas derrotas”.

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Disponível de forma virtual no site da Forbes, o texto relembrou os primeiros cinco jogos do catalão no comando do Rubro-Negro, com destaque para a partida contra o Atlético-MG, onde “inverteu a pirâmide em 2-3-5, uma formação do início do século 20 e característica entre os adeptos do guardiolismo”. E lembra que “nenhum técnico brasileiro teria tal ideia para alargar a defesa adversária em busca do gol”. Mas recorda também que, mesmo com a tentativa ousada, o Flamengo foi derrotado.

A matéria debate sobre o tão criticado calendário brasileiro, ainda piorado por conta da pandemia. Kunti escreve que sem tempo para treinar, Dome tentou montar um time ao seu estilo contra o Atlético-GO e tornando-o irreconhecível “após 12 meses destruindo e derrubando dogmas no futebol brasileiro”. Ressaltou ainda que essa mentalidade de vencer e jogar bem “contaminou a torcida” na busca pela excelência. Por conta disso, na única vitória do momento, teria retornado ao 4-4-2 e aberto mão das suas ideias de forma momentânea.

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A matéria faz também menção ao fato de o Flamengo ter trocado peças táticas importantes no elenco, como a saída do zagueiro Pablo Marí e a chegada dos substitutos, Leo Pereira do Athlético e Gustavo Henrique do Santos. O autor afirma que por defenderem tanto dentro, como fora da área, “eles não oferecem a mesma velocidade. Como consequência, o jogo de passes do Flamengo ficou mais lento”. Por isso, segundo o jornalista, o jogo da equipe ficou menos dinâmico e, por conta do longo tempo parado pela pandemia que ainda não terminou, longe da forma física ideal.

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A Forbes encerra a extensa análise falando do clássico contra o Botafogo, onde Domènec conseguiu aplicar suas ideias a partir do 4-3-3 e com pressão sobre os laterais adversários: “O Flamengo empatou o jogo, mas foi a indicação mais clara do rumo que o Torrent está tomando para o seu time”, diz o texto. E finaliza: “Mesmo se Torrent falhar, ele terá sido a escolha certa. Suas ideias enriquecem o Flamengo e o futebol local. Nutrem a mente e a cultura em geral. E isso não tem preço. Por enquanto, Torrent simplesmente precisa de mais tempo para tentar sair da sombra do Jorge Jesus”.

*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

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