As cenas protagonizadas por Gabigol e seu fãs em Barranquilla mostram o quanto o jogador entende o que é ser um ídolo no continente

Quando o Ronaldo jogou a Libertadores e parava aeroporto em todo lugar, não era o Ronaldo de 2009.
Era o Ronaldo da Europa.
Quando o Ronaldinho era idolatrado por onde passava. Não era o Ronaldinho de 35 anos.
Era o que ele fez na carreira e na Europa.

Neymar gera essa comoção.
Mas faz isso jogando no PSG e sendo o camisa 10 da seleção.
Fez isso jogando no Santos, mas já tinha a Seleção como referência.
Gabigol tem 23 anos.
Não tem sucesso na Europa.
Nem sempre é convocado pra Seleção.

Diante do Junior, não fez gol e nem fez uma partida brilhante.
Mas terminou o jogo sendo aplaudido por boa parte dos adversários que estavam no estádio.
Feita a ressalva de uma partida abaixo da média. Não lembro de nada parecido.

Como citado, outros atletas foram aplaudidos pelos adversários após partidas brilhantes. Ontem não teve isso.
Gabriel hoje é uma atração em campo e fora dele.
De todas as cenas de ontem. Desde o menino na arquibancada chorando ou os torcedores imitando o símbolo da comemoração. O que mais chama a atenção foi a invasão de campo.

Ao entrar correndo e pedir a camisa, o torcedor não queria apenas isso. Ele queria um abraço.
Com contrato até 2024, é possível dizer que sua conta bancária será menos recheada. Não ganhará aqui o dinheiro que a Europa poderia render.

Mas uma coisa ele não conseguiria lá. Gabriel Barbosa é o maior nome do futebol brasileiro na atualidade.
Após algumas horas de pesquisa, só encontrei um caso que possa ter o mesmo grau de comparação.
Riquelme foi mais jogador que o Gabriel, ganhou mais que ele, tem relativo sucesso na Europa, mas é gigante na América do Sul.
Também era marrento e símbolo de vitória para os deles e de derrota para o outro lado.
Mesmo assim não consigo me recordar de nada igual feito para o Argentino.
Vida longa ao nosso camisa 9.