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segunda-feira, novembro 30, 2020

Situação de Domènec era insustentável

Bruno Guedes
Jornalista e Historiador, é apaixonado por futebol bem jogado e contra o corporativismo.

Diferentes setores do clube aumentaram o tom pela saída do técnico do Flamengo, Domènec Torrent, após a partida

Blog Ninho do Urubu | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

ATUALIZADO 09 DE NOVEMBRO ÀS 15H30

A situação do técnico Domènec Torrent no Flamengo era insustentável. Essa é a avaliação de pessoas que a coluna Ninho do Urubu ouviu. De acordo com o que o Mundo Rubro Negro apurou, a demissão do catalão passou por diversos entraves. Além da política interna do clube, novamente dividida e sem consenso sobre possíveis substitutos, o calendário com muitos jogos nos próximos dias era visto como principal empecilho. Entretanto, pressão pela saída foi decisiva

Como o MRN trouxe com exclusividade após a partida, diversas correntes de dentro do clube pediam a cabeça do treinador após a goleada por 4 a 0 para o Atlético-MG. Porém, a questão política se tornou uma das barreiras para um desfecho sobre a situação do catalão. Não é segredo a divisão de opiniões entre os diferentes grupos no Flamengo, como os do vice-presidente de relações externas, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. e o vice-presidente de futebol, Marcos Braz.

Foi Braz quem contratou o Dome, após recusas de Leonardo Jardim e Carlos Carvalhal, ainda na Europa. No Brasil, BAP negociava com Miguèl Angel Ramírez. Ao ser contratado, Torrent acabou não sendo unanimidade.

Após a derrota por por 5 a 0 para o Independiente del Valle, em setembro, o vice de relações externas agiu pela saída do treinador. Marcos se opôs e acabou convencendo de que o profissional precisava de mais tempo. Entretanto, agora, quase dois meses, o Flamengo voltou a ser goleado em duas rodadas seguidas e o trabalho considerado muito irregular.

LEIA MAIS: Após reuniões e pressão, Doménec terá situação reavaliada no Rio de Janeiro

Após a partida deste domingo, o catalão esteve em reunião com Braz e Bruno Spindel, diretor executivo de futebol do Flamengo, em uma sala interna do Mineirão. O técnico ouviu dos dirigentes que teria mais uma chance, mas que precisava reagir. Porém, desta vez, não era a mesma visão do restante do clube. As outras alas internas da Gávea não queriam mais a manutenção de Domènec, o que isolava o discurso de ambos diretores próximos do técnico.

Entretanto, o assunto vai além da discussão política. A falta de um nome de consenso era o maior empecilho na saída de Torrent. De acordo com o apurado, os dirigentes queriam um profissional que tivesse o máximo de conhecimento do elenco e estilo de jogo por conta do da maratona de jogos decisivos. A avaliação era de que romper mais um trabalho, em meio ao mata-mata, seria um erro que poderia custar toda a temporada.

A multa rescisória de Domènec Torrent para rompimento unilateral é de aproximadamente 2 milhões de euros. Em meio à crise financeira e sem a receita das bilheterias dos jogos, é considerada alta no momento. Com negociações de contratos e reajustes das contas na temporada, também é mais um obstáculo na dispensa do catalão. Mas, pessoas com quem conversamos, afirmaram que “isso poderia ser resolvido”.

Desde o domingo, diversos nomes estão sendo especulados. Mas nenhum teria sido convidado ou consultado até a manhã desta segunda-feira (9). Rogério Ceni e Tiago Nunes foram discutidos, mas sem unanimidade interna. Ramírez, do Independiente del Valle, também é uma opção, mas tratado como mais difícil. Há quem sugira, novamente, a busca por um europeu. Por conta da pandemia e calendário apertado, é praticamente descartada esta opção.

Na tarde desta segunda-feira (9), o Flamengo entrou em contato com Rogério Ceni e o técnico do Fortaleza sinalizou aceitar a proposta se for feita.

Na quarta-feira (11), a equipe enfrenta o São Paulo pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, às 21h30, no Maracanã.

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*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

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