Compartilhar:

Chefe do departamento médico do clube, Dr. Tannure justificou as escolhas de Dome para partida contra o Bragantino

Márcio Tannure, chefe do departamento médico do Flamengo, fez algumas declarações nesta sexta-feira, 16, sobre o empenho do elenco rubro-negro durante a maratona de jogos enfrentada nos últimos dias e explicou as escolhas feitas por Domènec para a partida contra o Red Bull Bragantino: “Uma coisa é você estar apto a jogar, outra coisa é conseguir o melhor da sua performance”, afirmou.

Durante pronunciamento à FlaTV, Tannure rebateu as críticas sofridas após o empate contra o Bragantino na última quinta-feira, 15, e fez uma análise científica sobre a intensa maratona de jogos do clube nos últimos dias em suma aos contratempos ocorridos recentemente, como o surto do novo coronavírus na Gávea e as convocações dos principais titulares do elenco às Eliminatórias da Copa.

Veja também:

“A gente está falando de mais de 7 jogos em 20 dias. De uma viagem internacional com mais de 6 horas de voo com fuso horário, com covid-19, com atletas infectados, com profissionais que estavam na Seleção e consequentemente voltaram com lesão”, disse.

O médico falou ainda sobre as escolhas dos jogadores de Domènec Torrent para a partida contra o Bragantino. “Você vindo em uma maratona de jogos se tem um desgaste maior, um tempo muito curto para recuperar e isso pode não só aumentar o nível de lesão, como piorar a performance dos atletas porque eles entram com um nível de fadiga um pouco maior do que o habitual”, pontuou.

Ainda sobre o desgaste físico dos jogadores, Tannure completou reforçando a importância de se entender a variação do tempo de recuperação de cada jogador. “Tem alguns que têm uma recuperação em 48 horas, tem atletas que precisam de 72 horas… Então é importante as pessoas entenderem algumas escolhas, porque cada um reage individualmente e a gente tenta, dentro dessas informações, vê quem está melhor para o próximo jogo”.

marcio tannure
Chefe do Departamento Médico do Fla, Dr. Márcio Tannure também foi vítima da Covid-19. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

O chefe do departamento médico do clube explicou ainda a substituição de Pedro no segundo tempo e a decisão em deixar o Gerson no banco de reservas, que entrou faltando apenas 7 minutos para o fim da partida. “Foi conversado com ele antes (Pedro), eu mesmo conversei com o Dome de que ele poderia jogar, mas não 100% do tempo porque a gente tem que pensar não só nesse jogo, mas sim na temporada inteira”.

“Como por exemplo, o Gerson. É um atleta que não teve a covid-19, os outros jogadores tiveram e ficaram parados. o Gerson vem jogando todos esses jogos e como a gente falou, com pouco tempo de recuperação, com pouquíssimo tempo para se condicionar e é óbvio que isso acaba dificultando. Uma coisa é você estar apto a jogar, outra coisa é conseguir o melhor da sua performance”, disse Tannure.

Tannure analisou ainda os dados das últimas partidas e avaliou com positividade os 13 pontos adquiridos pelo time rubro-negro, apesar do empate de 1 a 1 contra o Bragantino. “Quando a gente vê o nosso percentual de aproveitamento, de nos últimos 15 pontos a gente ter pontuado 13 pontos, eu particularmente acho que a gente teve sucesso nessa estratégia. É óbvio que a gente sempre busca o 100%. A gente sempre vai tentar entender o que que a gente poderia ter feito para não perder esses 2 pontos, mas eu considero que diante de todo esse cenário, a estratégia foi bem sucedida”, afirmou.

Ajude a divulgação rubro-negra de qualidade: Seja apoiador do MRN e participe do nosso grupo de Whatsapp


*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

Compartilhar: